Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Curiosidades

Consumidora compra jogo de pratos de cerâmica importada anunciado como “resistente a micro-ondas” por R$ 1.100, um dos pratos estoura ao esquentar uma refeição de 2 minutos; ela exige o estorno do valor do jogo e o ressarcimento do dano no eletrodoméstico.

Por Bruno Vaz
16/08/2026
Em Curiosidades
pratos de cerâmica importada

Quando a propaganda assegura uma característica técnica, o texto do anúncio integra o contrato e vincula o vendedor.

Leia Também

TV queimada na entrega

Cliente abre a embalagem no dia seguinte, identifica vício no painel e o e-commerce alega que o dano foi provocado por mau uso; o comprador aciona o PROCON exigindo a substituição imediata com base no Artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor.

16/08/2026
Consumidor adquire veículo por R$ 42 mil acreditando tratar-se de seminovo recuperado de financiamento, mas descobre em vistoria pericial que o automóvel sofreu colisão grave de perda total

Consumidor adquire veículo por R$ 42 mil acreditando tratar-se de seminovo recuperado de financiamento, mas descobre em vistoria pericial que o automóvel sofreu colisão grave de perda total

16/08/2026
troca direta de geladeira

Consumidor compra eletrodoméstico que para de gelar no 5º dia de uso e o gerente se recusa a efetuar a troca direta, exigindo que o cliente aguarde 30 dias pela visita técnica; o comprador aciona o PROCON com base no Artigo 18 do CDC

16/08/2026
Motorista compra seminovo de R$ 62 mil em loja com garantia de 90 dias, percebe falhas no motor e descobre em vistoria pericial a adulteração de 70 mil km no hodômetro; Justiça anula o contrato de compra, manda devolver o valor atualizado e fixa R$ 12 mil de indenização por danos morais.

Motorista compra seminovo de R$ 62 mil em loja com garantia de 90 dias, percebe falhas no motor e descobre em vistoria pericial a adulteração de 70 mil km no hodômetro; Justiça anula o contrato de compra, manda devolver o valor atualizado e fixa R$ 12 mil de indenização por danos morais.

16/08/2026

A professora Mariana investiu R$ 1.100 em pratos de cerâmica importada anunciados como próprios para forno, mas uma das peças estourou em dois minutos de uso. A explosão trincou a porta e queimou o motor do aparelho. Ela acionou a empresa exigindo o estorno total e o conserto do eletrodoméstico. A história é fictícia, mas retrata conflitos frequentes no varejo.

Como Mariana planejou a renovação dos utensílios da sua cozinha?

Apaixonada por gastronomia, a professora dedicou meses de economia para montar uma mesa bonita para receber a família aos domingos. Ela pesquisou opções em lojas especializadas e escolheu louças com acabamento refinado para o dia a dia.

A propaganda destacava resistência térmica para uso direto em forno micro-ondas sem risco de trincas. Confiando na informação oficial da embalagem, Mariana finalizou a compra certa de que fazia uma aquisição durável e segura para sua residência.

pratos de cerâmica importada
A professora Mariana investiu R$ 1.100 em pratos de cerâmica importada anunciados como próprios para forno, mas uma das peças estourou em dois minutos de uso.

O que aconteceu quando a cerâmica foi aquecida por dois minutos?

No primeiro almoço em que testou o produto, ela colocou uma porção média para aquecer durante uma rápida pausa no trabalho. Com apenas dois minutos de funcionamento, um estrondo ecoou pela cozinha, espalhando estilhaços incandescentes dentro da câmara interna.

O impacto quebrou o vidro interno, travou a bandeja giratória e gerou uma avaria severa no aparelho. Ao procurar o comerciante, Mariana ouviu que a loja só trocava a unidade estilhaçada e não pagaria pelo eletrodoméstico, gerando um prejuízo material duplo.

O que o Código de Defesa do Consumidor estabelece sobre promessas na embalagem?

Quando a propaganda assegura uma característica técnica, o texto do anúncio integra o contrato e vincula o vendedor. O Código de Defesa do Consumidor determina no artigo 30 que toda informação suficientemente precisa obriga o fornecedor a cumprir o prometido.

Se o item falha na função garantida, ocorre a publicidade enganosa prevista no artigo 37. Nessas situações, a consumidora tem o direito potestativo de exigir o reembolso integral imediato do valor pago, sem ser forçada a aceitar reposições parciais do conjunto.

Quem deve arcar com o dano causado ao micro-ondas da cliente?

A situação ultrapassa o simples defeito da peça e atinge a segurança da casa, caracterizando o que a lei chama de acidente de consumo ou fato do produto. Essa modalidade impõe a reparação dos prejuízos secundários provocados pela falha do material.

Para estruturar o requerimento indenizatório contra o importador e a loja, o consumidor deve reunir elementos indispensáveis:

  • Registro fotográfico minucioso dos cacos, da porta trincada e da etiqueta da louça.
  • Nota fiscal da compra dos pratos e do eletrodoméstico avariado pela quebra.
  • Laudo de assistência técnica atestando que a quebra mecânica externa danificou os circuitos.
  • Orçamento de conserto ou nota de compra de um novo aparelho de padrão similar.
pratos de cerâmica importada
No primeiro almoço em que testou o produto, ela colocou uma porção média para aquecer durante uma rápida pausa no trabalho.

A legislação protege o cidadão contra riscos escondidos em produtos de consumo?

A proteção contra produtos perigosos decorre do dever estatal de resguardar o bem-estar físico e financeiro da população. A Constituição Federal eleva a defesa do consumidor ao patamar de princípio essencial da ordem econômica.

Além disso, o Código Civil reforça no artigo 927 a obrigação de reparar o dano causado a terceiros. As regras existem para assegurar a segurança nos lares e evitar que empresas repassem custos de controle de qualidade para o cliente.

O que muda quando comparamos a atitude de Mariana com o caminho legal?

A diferença entre a reclamação informal de Mariana e um ressarcimento completo não está na legitimidade da queixa, mas no processo.

A comparação entre o caminho que Mariana seguiu e o que a lei pede fica clara na tabela:

Constatação Registro da avaria
O que Mariana fez:
Jogou cacos no lixo e tirou poucas fotos
O que a lei exige:
Preservar estilhaços e fotografar o interior
Comprovação Teste da promessa
O que Mariana fez:
Mostrou apenas o anúncio da internet
O que a lei exige:
Apresentar manual e embalagem com aviso
Diagnóstico Avaliação do forno
O que Mariana fez:
Exigiu pagamento verbal no balcão
O que a lei exige:
Obter laudo de assistência sobre o impacto
Notificação Cobrança do lojista
O que Mariana fez:
Discutiu sem protocolo formal de queixa
O que a lei exige:
Notificar a loja por escrito com prazos
Indenização Reparação patrimonial
O que Mariana fez:
Aceitou quase a troca de uma peça avulsa
O que a lei exige:
Exigir estorno do jogo e conserto do aparelho
Etapa O que Mariana fez O que a lei exige
Constatação
Registro da avaria
Jogou cacos no lixo e tirou poucas fotos
Preservar estilhaços e fotografar o interior
Comprovação
Teste da promessa
Mostrou apenas o anúncio da internet
Apresentar manual e embalagem com aviso
Diagnóstico
Avaliação do forno
Exigiu pagamento verbal no balcão
Obter laudo de assistência sobre o impacto
Notificação
Cobrança do lojista
Discutiu sem protocolo formal de queixa
Notificar a loja por escrito com prazos
Indenização
Reparação patrimonial
Aceitou quase a troca de uma peça avulsa
Exigir estorno do jogo e conserto do aparelho

O que se aprende com a história de Mariana?

A história de Mariana é fictícia, mas o prejuízo com utensílios que prometem resistência e causam acidentes afeta muitos lares no país. A confiança dela na embalagem não era o problema. O erro foi descartar indícios materiais antes de formalizar a cobrança dos danos colaterais gerados pelo produto.

Quem realmente quer ressarcimento por produto defeituoso precisa seguir esse roteiro: fotografar os estilhaços sem mexer no local, guardar a caixa com o anúncio de resistência, obter laudo técnico do aparelho queimado e protocolar a denúncia no órgão de defesa exigindo devolução do dinheiro e conserto dos bens afetados. É mais burocrático do que reclamar na loja. Mas é o que separa o prejuízo doméstico da reparação financeira integral.

Tags: cdcDireito do Consumidorpropaganda enganosaressarcimento
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados