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Início Bem-Estar

Psiquiatra revela três técnicas que ajudam a esquecer lembranças dolorosas do passado

Por Daniely Cardoso
31/05/2025
Em Bem-Estar
Psiquiatra revela três técnicas que ajudam a esquecer lembranças dolorosas do passado

Recordações - Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

A psicologia dedicou numerosos estudos para entender por que certas lembranças permanecem conosco de maneira tão persistente. Descobriu-se que as memórias vinculadas a emoções intensas, como o medo ou a tristeza, tendem a se consolidar mais profundamente em nosso cérebro. Este fenômeno se deve à ativação da amígdala, uma estrutura cerebral chave na intensificação da memória emocional.

Existem experiências que, apesar de terem ocorrido há muitos anos, ressurgem em nossa mente como se tivessem acontecido recentemente. Elementos como uma canção, um aroma ou uma frase podem desencadear a revivência de momentos que preferiríamos esquecer. Estas lembranças persistentes não só resultam incômodas, mas também podem ter um impacto negativo em nossa saúde emocional.

Por que certas recordações são tão difíceis de esquecer?

As memórias emocionais se fixam em nossa memória devido à intensa ativação da amígdala durante eventos significativos. Esta estrutura cerebral desempenha um papel crucial na codificação de memórias emocionais, garantindo que as experiências intensas sejam lembradas com maior clareza. Além disso, essas memórias costumam estar associadas a estímulos específicos que as desencadeiam, como cheiros ou sons, o que facilita sua recorrência.

A persistência dessas lembranças pode ser problemática, pois podem interferir com o bem-estar emocional e mental de uma pessoa. No entanto, entender o mecanismo por trás de sua formação e persistência pode oferecer caminhos para gerenciá-las de maneira mais eficaz.

Psiquiatra revela três técnicas que ajudam a esquecer lembranças dolorosas do passado
Memorias – Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

Quais são as técnicas para liberar o passado?

O psiquiatra Dr. Timothy Legg propôs três estratégias respaldadas pela ciência para ajudar as pessoas a deixar para trás lembranças dolorosas:

  1. Identificar e modificar os desencadeantes: As lembranças costumam ser ativadas por estímulos específicos. Reconhecer esses desencadeantes permite preparar-se para enfrentá-los ou associá-los a novas experiências positivas.
  2. Reenquadrar a memória: Ao lembrar um evento, é possível reinterpretá-lo de uma perspectiva diferente. Esse processo, conhecido como reconsolidação, permite alterar a carga emocional da memória, tornando-a menos perturbadora.
  3. Terapia de exposição: Consiste em enfrentar gradualmente a lembrança em um ambiente seguro, o que ajuda a reduzir seu impacto emocional. Esta técnica é especialmente útil para tratar transtornos como o estresse pós-traumático.

É possível esquecer completamente as lembranças dolorosas?

Ainda que essas técnicas possam diminuir a intensidade das lembranças, esquecer completamente uma experiência não é sempre possível nem recomendável. As lembranças, mesmo as dolorosas, fazem parte de nossa história e podem oferecer aprendizados valiosos. O objetivo não é apagar o passado, mas integrá-lo de forma que não interfira no presente.

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Além disso, práticas como a meditação e a atenção plena têm demonstrado ser eficazes para reduzir a ruminação e melhorar a saúde mental. Essas técnicas ajudam a concentrar a mente no presente, diminuindo a influência de memórias negativas.

Como avançar para uma vida mais plena?

Ainda que não possamos controlar as memórias se formam, podemos influenciar como elas nos afetam. Com as ferramentas adequadas e, em alguns casos, com a ajuda de profissionais, é possível reduzir o peso das recordações dolorosas e avançar para uma vida mais plena. A chave está em aprender a lidar com essas memórias de forma que não interfiram no bem-estar atual.

Tags: EmoçõesMemóriapsicologiasaúde mental
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