Entre praias movimentadas, morros cobertos pela Mata Atlântica e construções que atravessaram quase cinco séculos, Vila Velha preserva uma das histórias mais antigas do Brasil. Fundada em 1535, a cidade combina herança colonial com uma rotina moderna de litoral, marcada por bairros estruturados, turismo e algumas das paisagens urbanas mais conhecidas do Espírito Santo.
Como a primeira vila capixaba começou na Prainha?
A história de Vila Velha começou em 23 de maio de 1535, quando Vasco Fernandes Coutinho chegou à Prainha a bordo da caravela Glória, acompanhado por aproximadamente 60 homens. A expedição fazia parte do processo de ocupação das capitanias hereditárias e deu origem ao primeiro núcleo europeu permanente do atual estado.
O local recebeu inicialmente o nome de Espírito Santo, associado à celebração de Pentecostes próxima à data da chegada. A vila permaneceu como sede administrativa da capitania até 1549, quando a capital foi transferida para Vitória. Com a mudança, o antigo núcleo passou a ser chamado de Vila Velha, nome que atravessou os séculos e permanece até hoje. Já o apelido canelas-verdes ficou associado aos moradores da cidade e integra o repertório de tradições populares do município.

O que muda na rotina de quem escolhe morar perto do mar?
Vila Velha reúne cerca de 506 mil habitantes em mais de 90 bairros e mantém praticamente toda a população concentrada na área urbana. Com IDH de 0,800, um dos maiores do Espírito Santo, o município oferece uma estrutura capaz de atender desde famílias até estudantes e profissionais que precisam circular pela região metropolitana. A Terceira Ponte, além da proximidade de apenas 14 km com Vitória, facilita o acesso a hospitais, universidades, aeroporto e centros empresariais da capital.
No cotidiano, bairros como Praia da Costa, Itapoã e Praia de Itaparica concentram supermercados, escolas, restaurantes e serviços, reduzindo a necessidade de grandes deslocamentos. A orla também acaba funcionando como uma extensão da própria casa: caminhadas, exercícios, ciclismo e momentos de descanso fazem parte da rotina de muitos moradores. A combinação de infraestrutura e proximidade do litoral ajudou ainda a impulsionar a valorização dos imóveis residenciais nos últimos anos.
Quais lugares fazem parte da rotina de lazer?
Os 32 km de litoral oferecem uma mistura de praias urbanas, áreas de restinga e pontos históricos. Para quem mora na cidade, muitas dessas atrações funcionam mais como espaços de uso cotidiano do que como passeios exclusivamente turísticos.
- Praia da Costa: concentra calçadão, quiosques, ciclovia e vista para o Morro do Moreno, procurado para trilhas, rapel e contemplação.
- Convento da Penha: construído a partir de 1558 no alto de um penhasco de 154 metros, é um dos principais símbolos religiosos do estado e foi tombado pelo IPHAN em 1943. O santuário recebe milhões de visitantes e é palco da tradicional Festa da Penha.
- Farol de Santa Luzia: construção histórica do século XIX com mirante voltado para a baía de Vitória.
- Museu da Garoto: instalado junto à tradicional fábrica de chocolates do bairro da Glória, oferece visitas que aproximam o público da história da marca e da produção dos chocolates.
- Parque Natural Municipal de Jacarenema: preserva ambientes de restinga e manguezal e oferece trilhas ecológicas em uma área próxima à região urbana.
O que chega à mesa junto com a vida de praia?
A culinária de Vila Velha acompanha a forte relação do município com o litoral e preserva receitas tradicionais do Espírito Santo. Peixes e frutos do mar aparecem com frequência nos restaurantes da orla, enquanto pratos típicos revelam a combinação de influências indígenas e portuguesas.
- Moqueca capixaba: preparada tradicionalmente em panela de barro, leva peixe fresco e urucum, sem azeite de dendê ou leite de coco.
- Torta capixaba: receita tradicional da Semana Santa, combina frutos do mar, palmito e ovos.
- Peroá frito: peixe muito associado à culinária litorânea capixaba, servido inteiro e crocante em restaurantes e quiosques.
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Quando o clima favorece cada tipo de programa?
O clima tropical quente garante temperaturas agradáveis o ano inteiro. A brisa marítima suaviza o calor mesmo nos meses mais quentes.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar e circular pela cidade mais antiga do Espírito Santo?
O acesso a Vila Velha é facilitado pela proximidade com a capital capixaba. O Aeroporto de Vitória (VIX) recebe voos de diversas capitais brasileiras e fica a menos de 20 minutos das principais áreas do município. Para quem chega de carro, a cidade está a aproximadamente 520 km do Rio de Janeiro pela BR-101. Na rotina dos moradores, o sistema Transcol conecta Vila Velha a outros municípios da região metropolitana, enquanto a Terceira Ponte segue como a principal ligação com Vitória.
Um pedaço da história brasileira de frente para o mar
Vila Velha mostra que tradição e vida moderna podem dividir o mesmo espaço. A cidade que recebeu os primeiros colonizadores do Espírito Santo hoje oferece praias urbanas, bairros estruturados e uma paisagem marcada pelo Convento da Penha, que observa a baía desde 1558.
Entre caminhadas pela orla, pratos de moqueca preparados em panela de barro e o visual do Morro do Moreno ao fim da tarde, o município mantém uma identidade própria. Quase cinco séculos depois da fundação, a cidade canela-verde continua atraindo quem busca morar perto do mar sem se afastar das oportunidades de uma região metropolitana.


