Roubar unhas é uma prática que vai além de uma mera questão estética. De acordo com terapeutas e psicólogos, essa ação repetitiva está muitas vezes associada a problemas emocionais como ansiedade e estresse acumulado. A condição, conhecida como onicofagia, é classificada como um comportamento focado no corpo, em que a pessoa busca aliviar tensões internas através de ações automáticas no próprio corpo, afetando saúde mental, física e a qualidade de vida.
O que é onicofagia e por que esse hábito preocupa os especialistas?
Os especialistas em saúde mental categorizam a onicofagia sob o guarda-chuva dos transtornos obsessivo-compulsivos. Roer unhas funciona como uma válvula de escape emocional, ligada a padrões de ansiedade e tensão interna, muitas vezes iniciados na infância ou adolescência.
O ato pode oferecer um alívio temporário para sentimentos de nervosismo ou inquietação, mas os benefícios são fugazes. Com o tempo, o hábito tende a se tornar automático, difícil de controlar e associado a uma série de danos potenciais à saúde.
Quais são os riscos físicos de roer as unhas?
As consequências de roer as unhas ultrapassam o desconforto visual e a vergonha estética. Os riscos de saúde incluem infecções dermatológicas, alterações na estrutura das unhas e complicações orais, podendo até interferir na mastigação e na fala.
Lesões na pele ao redor das unhas podem levar a infecções bacterianas e fúngicas, como a paroníquia, que muitas vezes exige tratamento médico. Além disso, o hábito danifica o esmalte dos dentes e pode causar problemas gastrointestinais devido à ingestão de fragmentos de unhas e microrganismos.

Como é feito o tratamento eficaz para a onicofagia?
Muitas estratégias podem ser eficazes para abandonar o hábito de roer as unhas, especialmente quando combinadas. Especialistas em terapias comportamentais recomendam a terapia cognitivo-comportamental (TCC) como uma das abordagens principais, aliada ao acompanhamento médico quando necessário.
Um estudo realizado na Alemanha demonstrou que a técnica de substituição de hábito, que envolve tocar levemente a pele em vez de roer as unhas, mostrou resultados promissores, reduzindo o hábito em mais da metade dos participantes. Complementarmente, técnicas de relaxamento como meditação, respiração controlada e mindfulness podem ajudar no gerenciamento da ansiedade subjacente.
Quando se deve buscar ajuda profissional para roer unhas?
Embora muitas pessoas roam as unhas ocasionalmente sem grandes repercussões, alguns sinais indicam que o problema exige atenção especializada. Nesses casos, a intervenção de um psicólogo ou psiquiatra é importante para entender o quadro e planejar o tratamento.
É recomendável buscar ajuda profissional especialmente quando o hábito está associado a lesões, sofrimento emocional ou prejuízos na rotina. Alguns indícios de alerta incluem:
⚠️✨ Sinais de alerta ao roer unhas
| Sinal de alerta | Descrição |
|---|---|
| Feridas ou sangramentos | Feridas visíveis, sangramentos frequentes ou deformações nas unhas. |
| Infecções recorrentes | Infecções recorrentes na pele ao redor das unhas ou na boca. |
| Impacto emocional | Vergonha intensa, isolamento social ou evitar mostrar as mãos. |
| Dificuldade de parar | Dificuldade de interromper o hábito mesmo com tentativas repetidas. |
💡 Dica: Se esses sinais aparecerem com frequência, buscar orientação profissional pode ajudar a controlar o hábito.
Como controlar a ansiedade e evitar roer as unhas no dia a dia?
A adoção de hábitos saudáveis é uma ferramenta valiosa no controle da ansiedade que leva à onicofagia. Práticas regulares de exercício físico, sono de qualidade e uma dieta balanceada ajudam a estabilizar o humor e reduzir a tensão interna.
Manter as mãos ocupadas, seja através de atividades manuais ou utilizando objetos como bolinhas antiestresse, também pode favorecer a distração e o redirecionamento da energia emocional. O objetivo é tratar a ansiedade na sua raiz, evitando que o hábito de roer as unhas seja substituído por outro comportamento compulsivo e promovendo um cuidado integral com a saúde mental.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271










