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Início saúde

Ronco frequente pode revelar apneia e afetar sua saúde mais do que parece

Por guilherme_saude
11/03/2026
Em saúde
o erro comum que faz você roncar mais e nem percebe - Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

o erro comum que faz você roncar mais e nem percebe - Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

O som do ronco, geralmente considerado um incômodo noturno comum, pode indicar questões de saúde que vão além de uma noite de sono perturbada, pois ocorre quando a passagem do ar pelas vias respiratórias está parcialmente obstruída durante o sono, o que pode sinalizar condições como a apneia obstrutiva do sono e riscos aumentados de doenças cardiovasculares.

O que provoca o ronco?

O ronco surge quando os tecidos da garganta vibram devido à obstrução do fluxo de ar pela boca ou nariz. Certas características físicas podem tornar algumas pessoas mais predispostas a roncar, como amígdalas aumentadas, desvio de septo nasal, excesso de peso ou uma língua de tamanho anormal.

Com o passar dos anos, o tônus muscular da garganta tende a diminuir, o que pode piorar a obstrução. Além disso, hábitos como consumo de bebidas alcoólicas, uso de sedativos e dormir de barriga para cima favorecem o deslocamento da língua e da mandíbula para trás.

Para compreender melhor como identificar as causas do ronco e avaliar esse problema, assista ao vídeo a seguir, no qual o médico Dr. Mohamad Saada explica o assunto de forma clara e didática no canal Dr. Mohamad Saada.

Quando o ronco se torna um risco para a saúde?

Nem todo ronco é preocupante, mas alguns sinais merecem atenção especial e avaliação médica. Roncos persistentes e altos, acompanhados de pausas na respiração, engasgos ou sufocamentos noturnos, podem indicar apneia obstrutiva do sono.

Essa condição ocorre quando as vias respiratórias se fecham repetidamente durante o sono, interrompendo o fluxo de oxigênio. A apneia não tratada pode levar à sonolência diurna, dificuldades de concentração e maior risco de hipertensão, AVC e outras doenças cardiovasculares.

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Como o ronco se relaciona com problemas cardíacos?

A relação entre ronco frequente e doenças do coração é respaldada por estudos científicos. A revisão sistemática publicada na revista Sleep and Breathing aponta que o ronco habitual eleva em 28% o risco de desenvolver doença arterial coronariana.

Essa análise, que incluiu mais de 151 mil participantes, concluiu que o ronco, mesmo sem a presença de apneia, já representa um fator de risco significativo para problemas cardíacos. Por isso, investigar a causa do ronco é importante para prevenir complicações a longo prazo.

O método mais eficaz para reduzir apneia do sono naturalmente – Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

Quais hábitos agravam o ronco e a apneia?

Muitas pessoas que convivem com o ronco desconhecem que alguns hábitos diários podem exacerbar o problema e piorar a qualidade do sono. Dormir em decúbito dorsal facilita o deslocamento de língua e mandíbula, enquanto o uso inadequado de sedativos relaxa excessivamente a musculatura da garganta.

Além da posição de dormir e do uso de medicamentos, outros fatores comportamentais podem intensificar o ronco e a apneia, dificultando o controle do quadro e atrasando o tratamento adequado. Entre os principais hábitos que agravam o problema, destacam-se:

😴⚠️ Hábitos que podem piorar o ronco

Hábito Descrição
Consumo de álcool à noite Consumo frequente de álcool próximo ao horário de dormir.
Uso inadequado de travesseiro Uso de travesseiros muito baixos ou muito altos, que prejudicam o alinhamento do pescoço.
Excesso de peso sem acompanhamento Manutenção do excesso de peso sem tentativa de redução ou acompanhamento profissional.
Adiar avaliação médica Demora em buscar avaliação médica mesmo diante de sintomas persistentes.

💡 Dica: Ajustar hábitos e procurar orientação médica pode ajudar a reduzir o ronco e melhorar a qualidade do sono.

Quais são as opções de tratamento para o ronco e a apneia?

Modificar hábitos de vida costuma ser o ponto de partida no tratamento do ronco. Manter um peso saudável, reduzir o consumo de álcool, evitar sedativos sem orientação e realizar exercícios para fortalecer a musculatura da língua e garganta são medidas benéficas.

Quando essas mudanças não são suficientes, tecnologias como o CPAP, dispositivos orais e, em casos mais severos, cirurgias para corrigir defeitos estruturais podem ser indicadas. Consultar um médico especialista em sono é essencial para avaliação detalhada, diagnóstico preciso e escolha do tratamento mais adequado.

Entre em contato: Foto da Dra. Anna Luísa Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes CRM-GO 33.271 Instagram @dra.annaluisabf
Tags: Bem-Estarqualidade de vidaSaúde
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