Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Notícias

Filho saca R$ 45 mil da conta do pai falecido e herdeiros cobram restituição por sonegação de bens

Por Daniely Cardoso
16/08/2026
Em Notícias
Elas surgiram para proteger a igualdade entre herdeiros e assegurar o pagamento de credores legítimos.

Elas surgiram para proteger a igualdade entre herdeiros e assegurar o pagamento de credores legítimos.

Ao sacar dinheiro de falecido utilizando o cartão bancário do pai, o filho caçula Lucas retirou R$ 45 mil logo após o funeral. Ele cuidava das contas da casa e julgava ter direito imediato aos valores para quitar despesas pendentes. Os irmãos descobriram os saques nos extratos bancários e acionaram a Justiça por sonegação de bens. O caso é fictício, mas retrata uma infração frequente nos inventários familiares brasileiros.

Como começou o acesso de Lucas às contas bancárias do pai?

Durante os últimos anos de vida do patriarca, Lucas assumiu a gestão financeira da família com dedicação e zelo. Ele acompanhava consultas médicas, pagava boletos e realizava compras de farmácia sob as diretrizes do Direito das sucessões.

Com a posse do cartão e da senha pessoal, o caçula agia como procurador informal do pai. Essa proximidade transmitia a sensação de que os recursos bancários podiam ser utilizados livremente para manter a gestão patrimonial sem burocracias.

Essa proximidade transmitia a sensação de que os recursos bancários podiam ser utilizados livremente para manter a gestão patrimonial sem burocracias.

Leia também: Motorista com CNH na categoria B é flagrado dirigindo van comercial de 12 lugares para transporte de passageiros e tem o veículo retido; Detran aplica infração gravíssima com multa multiplicada por três de R$ 880,41 e gera 7 pontos no prontuário

O que aconteceu quando os outros herdeiros descobriram as retiradas?

Poucas semanas após o falecimento, os irmãos solicitaram os extratos bancários para organizar o levantamento de bens. Eles notaram transferências e saques atípicos de R$ 45 mil efetuados após a data registrada na certidão de óbito.

Ao ser questionado pela família, Lucas justificou que utilizou o dinheiro para cobrir custos gerais. Inconformados com a falta de autorização formal, os herdeiros ajuizaram uma ação exigindo a devolução integral dos valores ao acervo familiar.

Leia Também

Infiltração vinda do apartamento de cima pode manchar o teto e danificar móveis, e a responsabilidade depende da origem do vazamento

Infiltração vinda do apartamento de cima mancha o teto, estraga um guarda-roupa de R$ 7 mil e vizinho se recusa a pagar alegando que o cano é responsabilidade do condomínio

11/10/2026
Herdeiro que usa sozinho a casa dos pais antes da partilha pode ter de indenizar os irmãos pelo aluguel das cotas deles

Irmão mora sozinho há oito anos na casa deixada pelos pais, se recusa a vender o imóvel e os outros herdeiros passam a cobrar aluguel proporcional pelo uso exclusivo do bem

11/10/2026
Câmera que filma o quintal e a piscina do vizinho invade a privacidade, e a Justiça pode mandar reposicioná-la

Vizinho instala câmera de segurança apontada para o quintal e a piscina da casa ao lado, família deixa de usar a área de lazer e aciona a Justiça para obrigar o reposicionamento do equipamento

11/10/2026
Avós só podem ser chamados a pagar pensão quando os pais não conseguem sustentar a criança, total ou parcialmente

Avô aposentado é acionado para pagar pensão ao neto de 7 anos porque o pai sumiu e nunca depositou um centavo; STJ define que a obrigação dos avós é complementar e subsidiária

11/10/2026

Mas afinal, o que a lei diz sobre sacar dinheiro de falecido?

O Código Civil brasileiro determina pelo princípio da saisine que a herança se transmite imediatamente aos sucessores como um todo indivisível. Com o falecimento, todas as procurações perdem a validade e as contas devem permanecer bloqueadas.

A prática de retirar valores sem autorização judicial configura conduta ilícita contra o espólio familiar. O patrimônio deixado só pode ser movimentado pelo inventariante nomeado ou mediante alvará específico expedido pelo Poder Judiciário.

A legislação estabelece um rito transparente para garantir que a divisão patrimonial ocorra com justiça e equidade.

As regras sucessórias existem para burocratizar o acesso ao patrimônio?

As exigências formais previstas no Código de Processo Civil não foram criadas para dificultar a rotina dos familiares. Elas surgiram para proteger a igualdade entre herdeiros e assegurar o pagamento de credores legítimos.

O controle judicial impede que parentes com acesso privilegiado se apropriem dos bens em prejuízo dos outros sucessores. A legislação estabelece um rito transparente para garantir que a divisão patrimonial ocorra com justiça e equidade.

Quais são as penalidades para quem oculta valores da herança?

A omissão proposital de recursos pertencentes ao acervo sucessório acarreta severas punições civis e processuais. O herdeiro que retira valores e não informa aos demais comete a chamada sonegação de bens.

As sanções previstas no ordenamento jurídico brasileiro incluem:

01
Perda dos direitos: perda do direito sobre a cota-parte dos valores sacados indevidamente.
02
Restituição ao espólio: devolução integral da quantia corrigida monetariamente com juros legais.
03
Responsabilidade civil: condenação ao pagamento de custas processuais e indenização por prejuízos.

O que muda quando comparamos a conduta de Lucas com o caminho legal?

A diferença entre a atitude de Lucas e o procedimento regular não está na intenção de pagar despesas, mas na observância do processo.

A comparação entre o caminho que Lucas seguiu e o que a legislação exige fica clara na tabela:

EtapaO que Lucas fezO que a lei exige
Acesso à conta Cartão bancárioUsou cartão e senha após a morteInformar o falecimento ao banco
Despesas urgentes Pagamento de contasQuitou débitos por iniciativa própriaPedir alvará judicial para despesas
Partilha Divisão dos saldosRetirou R$ 45 mil sem prestar contasDeclarar todos os saldos no inventário
Resultado Consequência jurídicaRespondeu por sonegação de bensPartilhou o patrimônio com segurança

O que se aprende com a história de Lucas?

A história de Lucas é fictícia, mas retrata um conflito recorrente nas famílias brasileiras. O empenho dele em cuidar das contas do pai não era o problema. O erro esteve em movimentar valores bancários sem a devida autorização judicial.

Quem realmente quer regularizar bens de herança precisa seguir esse roteiro: comunique o falecimento às agências bancárias, solicite a abertura de inventário com assistência jurídica e requeira alvará para débitos urgentes. Essa escolha exige paciência processual, mas preserva a união familiar e evita a perda de herança.

Tags: Código Civilespólioherançainventário
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados