Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Notícias

Herdeiro usa cartão do pai falecido para retirar R$ 80 mil antes do inventário e irmãos acionam a Justiça

Por Daniely Cardoso
29/08/2026
Em Notícias
O patrimônio incluía imóveis e reservas financeiras regidas pelas normas de direito das sucessões.

O patrimônio incluía imóveis e reservas financeiras regidas pelas normas de direito das sucessões.

Ao realizar um saque da conta do falecido no valor de R$ 80 mil com cartão de débito, Fábio acreditava estar agilizando a partilha familiar. O movimento bancário ocorreu um dia após a morte do pai, antes do inventário. Os irmãos descobriram a transferência e acionaram a Justiça por ocultação de patrimônio. A história é fictícia, mas ilustra as regras sucessórias no país.

Como começou o impasse sobre o dinheiro de Fábio e seus irmãos?

Após a perda do pai, a família deu início às conversas para organizar a partilha dos bens deixados. O patrimônio incluía imóveis e reservas financeiras regidas pelas normas de direito das sucessões.

Como possuía a senha e o cartão de débito do pai, Fábio decidiu transferir os R$ 80 mil para sua própria conta. Ele planejava gerenciar os recursos individualmente, sem consultar os outros herdeiros antes da emissão da certidão de óbito.

O patrimônio incluía imóveis e reservas financeiras regidas pelas normas de direito das sucessões.

Leia também: Motorista paga seguro completo por 4 anos sem usar, carro é roubado durante corrida por aplicativo e seguradora questiona cobertura porque veículo estava cadastrado para uso particular

O que aconteceu quando a movimentação bancária foi descoberta?

Semanas depois, durante a reunião preparatória com a assessoria jurídica do espólio, os irmãos solicitaram os extratos bancários da conta do falecido. Foi quando constataram que a reserva havia sido esvaziada horas após o óbito.

Sem qualquer prestação de contas voluntária por parte de Fábio, o grupo ingressou com pedido de bloqueio judicial das contas do familiar. A medida visava resguardar o patrimônio comum e apurar o desvio irregular dos valores.

Leia Também

O Código Civil presume que o muro da divisa pertence aos dois vizinhos, que devem dividir o custo da obra

Vizinho constrói muro de R$ 18 mil na divisa e depois cobra metade do valor do dono da casa ao lado, que descobre que o Código Civil, no artigo 1.297, prevê a divisão das despesas do muro entre os confinantes

15/10/2026
O imóvel encravado, sem acesso à via pública, tem direito à passagem forçada mesmo contra a vontade do vizinho, mediante indenização

Dono de chácara fica sem acesso à estrada depois que vizinho tranca porteira usada há 25 anos; o Código Civil garante passagem forçada ao imóvel encravado mediante indenização

15/10/2026
Doação de imóvel de mãe para filho em vida é, em regra, adiantamento da herança e conta na partilha

Mãe doa apartamento de R$ 450 mil ao filho mais velho ainda em vida e, no inventário, irmãos exigem que o valor seja descontado da parte dele na herança

15/10/2026
Expor nome e apartamento de inadimplentes no elevador pode gerar indenização por danos morais, mesmo com a dívida real

Síndico cola no elevador lista com nomes e apartamentos dos moradores inadimplentes, moradora com três taxas atrasadas se sente humilhada e Justiça reconhece exposição vexatória com indenização por danos morais

15/10/2026

O que a lei brasileira diz sobre saque da conta do falecido?

O falecimento encerra imediatamente a validade de qualquer procuração ou autorização de movimentação bancária. O artigo 682 do Código Civil brasileiro determina a extinção do mandato com a morte do mandante.

A partir desse instante, todos os recursos financeiros passam a integrar uma massa indivisível de bens. Realizar um saque da conta do falecido sem autorização viola as diretrizes do Código de Processo Civil, que exige inventário para qualquer partilha.

Quais são as penalidades para quem oculta valores da herança?

A retirada e omissão deliberada de quantias durante o processo de partilha configura ato ilícito denominado sonegação. O artigo 1.992 do Código Civil estabelece que o herdeiro que sonegar bens perderá o direito sobre o montante ocultado.

Isso significa que, além de ser obrigado a realizar a restituição integral dos valores corrigidos ao monte da herança, o responsável não recebe sua cota-parte desse dinheiro. O montante desviado passa a ser dividido exclusivamente entre os irmãos prejudicados pela conduta.

A retirada e omissão deliberada de quantias durante o processo de partilha configura ato ilícito denominado sonegação

Por que as contas bancárias são bloqueadas imediatamente após a morte?

A trava automática nos saldos bancários não foi criada para dificultar a rotina dos parentes em luto. Ela existe para assegurar a proteção dos herdeiros, resguardar o pagamento de credores e garantir a tributação estadual obrigatória.

Liberar saques livres favoreceria quem detém cartões em detrimento dos demais parentes. A fiscalização judicial impede o enriquecimento sem causa e mantém a igualdade na partilha de todos os recursos deixados.

O que muda quando comparamos a conduta de Fábio com o caminho legal?

A diferença entre a retirada realizada por Fábio e uma conduta regular não está na destinação do dinheiro, mas no respeito ao processo legal de partilha.

A comparação entre a movimentação informal e o que a legislação exige fica evidente na tabela:

EtapaO que Fábio fezO que a lei exige
Acesso Gestão da contaUsou cartão pessoal após a morteBloqueia movimentações até o inventário
Reserva Uso dos recursosTransferiu o saldo para conta própriaMantém os valores no monte comum
Despesas Custos imediatosPagou contas sem prestar contasExige alvará judicial para liberação
Partilha Divisão do saldoOcultou o saque da famíliaDeclara todos os bens perante o juiz

O que se aprende com a história de Fábio?

A história de Fábio é fictícia, mas a tentativa de movimentar contas bancárias de parentes falecidos gera processos em todo o país. O objetivo de pagar despesas funerárias ou emergenciais não era o problema, e o erro esteve em realizar transações sem autorização judicial.

Quem realmente quer gerir despesas após um falecimento precisa seguir esse roteiro: comunicar o falecimento formalmente ao banco para encerramento das movimentações, solicitar alvará judicial de urgência para a liberação de valores para custos funerários e incluir todos os saldos no inventário. É mais burocrático no primeiro momento, mas garante a legitimidade das despesas e preserva a harmonia patrimonial entre os familiares.

Tags: : herançabancoCódigo Civilinventário
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados