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Início Curiosidades

Uma árvore na Europa já existia antes do Império Romano e continua viva hoje — cientistas tentam explicar como algumas árvores conseguem sobreviver por milhares de anos

Por Maria Beatriz Silva
19/08/2026
Em Curiosidades
Uma árvore na Europa já existia antes do Império Romano e continua viva hoje — cientistas tentam explicar como algumas árvores conseguem sobreviver por milhares de anos

Uma árvore na Europa já existia antes do Império Romano e continua viva hoje — cientistas tentam explicar como algumas árvores conseguem sobreviver por milhares de anos

Algumas árvores desafiam a ideia de que uma vida longa pertence apenas a animais de crescimento lento ou espécies protegidas. Na Europa, árvores milenares atravessaram guerras, mudanças climáticas e transformações humanas.

Qual árvore europeia conseguiu atravessar séculos antes mesmo do Império Romano?

Um dos casos mais impressionantes é o pinheiro de Heldreich, encontrado nas montanhas do sul da Europa. Um exemplar chamado Italus, no Parque Nacional do Pollino, na Itália, foi cientificamente datado com mais de 1.200 anos. Ele não é anterior ao Império Romano, mas exemplifica uma espécie capaz de sobreviver por muitos séculos.

Árvores ainda mais antigas aparecem entre os teixos europeus, embora suas idades sejam frequentemente difíceis de determinar com precisão. O problema ocorre porque indivíduos muito velhos podem perder o interior do tronco, tornando impossível contar todos os anéis. Por isso, idade atribuída e idade cientificamente comprovada não são necessariamente a mesma coisa.

árvores milenares
Árvores milenares desafiam a ideia de que crescer devagar basta para viver muito

O que os cientistas descobriram ao investigar árvores que vivem por milhares de anos?

A longevidade extrema não depende apenas de crescer devagar. Árvores antigas podem sobreviver porque conseguem substituir partes danificadas, manter tecidos vivos em regiões do tronco e resistir a ambientes pouco favoráveis. Em alguns casos, a estrutura externa parece parcialmente morta enquanto partes internas continuam funcionando, permitindo que o organismo persista por séculos.

Estudos conduzidos por pesquisadores da University of Nevada, Reno mostram que métodos que combinam anéis de crescimento e radiocarbono podem aprimorar a estimativa da idade de árvores antigas. Em um estudo aplicado ao pinheiro Italus, pesquisadores desenvolveram um procedimento multietapas que permitiu refinar sua idade em 166 anos, demonstrando a utilidade dessas técnicas quando o tronco oco impede a obtenção de uma sequência completa de anéis.

Por que algumas árvores antigas parecem parcialmente mortas e continuam crescendo?

Uma árvore muito velha pode apresentar uma aparência completamente diferente de uma árvore jovem. Galhos morrem, partes do tronco desaparecem e a copa pode ficar reduzida. Mesmo assim, tecidos vivos permanecem ativos em determinadas regiões. Essa estrutura fragmentada pode ser justamente uma das estratégias que permitem prolongar a existência do organismo.

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O pinheiro Italus, por exemplo, apresenta características típicas de coníferas extremamente antigas, incluindo partes do tronco sem casca e uma copa reduzida. O ambiente também importa: ele cresce em uma encosta rochosa e íngreme do maciço do Pollino, a grande altitude, com pouca vegetação ao redor e condições que podem reduzir determinados riscos.

Veja a seguir um vídeo do YouTube do canal INCRÍVEL, que explora os mistérios por trás de locais e tesouros naturais protegidos ao redor do mundo:

Quais características ajudam uma árvore a permanecer viva durante tantos séculos?

Árvores extremamente longevas costumam apresentar estratégias que reduzem os efeitos do envelhecimento e permitem que partes do organismo continuem ativas mesmo após danos significativos. Crescimento lento, capacidade de regeneração e adaptação a ambientes difíceis podem contribuir para essa resistência.

Alguns fatores associados à longevidade extrema incluem:

01 Crescimento relativamente lento.
02 Capacidade de regenerar tecidos danificados.
03 Manutenção de partes vivas do tronco.
04 Adaptação a ambientes pouco favoráveis.
05 Resistência a períodos prolongados de estresse.
06 Estruturas capazes de sobreviver após danos.
07 Proteção oferecida por locais de difícil acesso.

O que essas árvores milenares revelam sobre os limites da longevidade?

A existência de árvores tão antigas mostra que envelhecimento não acontece da mesma maneira em todos os organismos. Algumas espécies conseguem manter tecidos funcionais durante períodos extraordinariamente longos, enquanto outras apresentam ciclos de vida muito menores. Para a ciência, essas árvores funcionam como arquivos vivos, preservando informações sobre clima, ambiente e mudanças ocorridas ao longo de séculos.

A idade também precisa ser tratada com cuidado. Um estudo recente da University of Nevada, Reno destaca que árvores antigas podem ser difíceis de datar quando há deterioração do tronco ou ausência de anéis claramente identificáveis. Na prática, isso significa que investigar uma árvore milenar exige combinar diferentes métodos científicos, preservando esses organismos enquanto se tenta compreender os mecanismos que sustentam sua longevidade.

Tags: árvores antigasárvores centenáriascrescimento lentoItaluslongevidadepinheiro de Heldreichradiocarbonoregeneração
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