Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Cidades

Uma igreja com 40 toneladas de ametista fica sobre um antigo mar de lava na cidade gaúcha conhecida pelas pedras preciosas

Por Maura Pereira
13/10/2026
Em Cidades, Turismo

Pedras preciosas costumam ficar atrás de vitrines, longe das mãos de quem passa. Em Ametista do Sul, no noroeste do Rio Grande do Sul, elas revestem as paredes da igreja matriz, enfeitam a praça e saem de túneis abertos sob a cidade, herança de derrames de lava com cerca de 130 milhões de anos.

Por que o subsolo de Ametista do Sul é tão rico em ametista?

Porque a cidade está sobre os basaltos da Formação Serra Geral, camadas de lava que cobriram o sul do Brasil e formaram, ao esfriar, cavidades chamadas geodos. Com o tempo, a água rica em sílica circulou por esses ocos e deixou cristais de quartzo roxo nas paredes. Segundo a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), as maiores reservas de ametista do estado estão justamente no município.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) classifica os depósitos da cidade como de classe mundial, ao lado dos de Artigas, no Uruguai. A lava que os abriga se formou entre 133 e 129 milhões de anos atrás, conforme estudo da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), quando dinossauros ainda dominavam o continente.

Ametista do Sul fica a cerca de 480 km de Porto Alegre, com acesso pela BR-386 e depois pela ERS-330. / Créditos: Wikipédia

Como um distrito chamado São Gabriel virou Ametista do Sul?

A troca de nome foi uma imposição prática. O povoado se chamava São Gabriel por causa de um capitel com a imagem do arcanjo erguido em 1945, mas, quando conquistou a emancipação em 1992, o estado já tinha outro município com esse nome. A solução foi adotar a pedra que sustentava a economia local.

A escolha fazia sentido. Os primeiros geodos apareceram nas mãos de agricultores que preparavam a terra para o plantio, e o garimpo logo se espalhou pela região. Estudo publicado no Boletim do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP) registra mais de 200 garimpos de ametista na área, o que ajuda a explicar o apelido popular de “Capital Mundial da Pedra Ametista”.

O que visitar em Ametista do Sul?

Boa parte do roteiro acontece embaixo da terra, em galerias abertas pelo próprio garimpo. Estes pontos concentram a experiência.

Leia Também

A Festa da Uva de Caxias do Sul guarda a primeira transmissão em cores da TV brasileira e nasceu de uma exposição de 1931

A Festa da Uva de Caxias do Sul guarda a primeira transmissão em cores da TV brasileira e nasceu de uma exposição de 1931

13/10/2026
Essa cidade gaúcha oferece vida boa e tranquila a somente 50 minutos de Porto Alegre

Com aluguéis 40% mais baratos, a cidade gaúcha dos calçados preserva uma casa histórica que atravessou gerações

11/10/2026
A cidade a 800 m de altitude que é berço do Império e da cerveja e tem museu visitado de pantufas

O festival de Natal reconhecido pelo Guinness que dura 88 dias nesta cidade da serra gaúcha, que também se destaca pelo cinema, pelos lagos e pelo frio

10/10/2026
Uma cidade gaúcha onde flamingos chilenos pousam após voar 8 mil km e o sol nasce no oceano

A cidade do Sul do Brasil que virou refúgio de flamingos e ganha tons de rosa quando o sol nasce sobre o mar

10/10/2026
1
Igreja Matriz São Gabriel Inaugurada em 2008, tem mais de 40 toneladas de ametista nas paredes internas e uma pia batismal esculpida em um único geodo.
2
Torre Mirante Ao lado da igreja, mostra do alto a cidade e os garimpos espalhados pela paisagem.
3
Ametista Parque Museu Reúne mais de 1.500 minerais, uma ametista de 2,5 toneladas e um meteorito de 131,4 kg, além de galerias de minas desativadas.
4
Garimpo em atividade Trilha pela mata que termina em uma frente de extração, com demonstração de como o geodo é retirado da rocha.
5
Restaurante subterrâneo Serve refeições dentro de uma galeria de antigo garimpo, transformada em salão sob a terra.

Como o vinho envelhece dentro de antigos garimpos?

As galerias abandonadas viraram adegas naturais. No escuro e a uma temperatura estável de cerca de 17°C, garrafas e barris descansam onde antes se abria a rocha atrás de cristais, protegidos da luz e das oscilações térmicas que prejudicam a bebida.

Uma cooperativa local guarda ali seu Cabernet Sauvignon, e a vitivinicultura passou a dividir espaço com a mineração na economia do município. Para o visitante, a degustação no subsolo resume a cidade: o mesmo túnel que rendeu pedra hoje rende vinho e turismo.

Qual a melhor época para visitar Ametista do Sul?

Chove bem o ano inteiro, sem estação seca definida, e outubro é o mês mais úmido, com 241 mm. Em julho, as mínimas caem para perto de 10°C, enquanto o verão chega a máximas de 29°C.

☀️ Verão Dez-Fev
Média: 20-29°C
Chuva: Alta
Galerias frescas no Ametista Parque Museu.
🍂 Outono Mar-Mai
Média: 13-28°C
Chuva: Média
Trilha até o garimpo em atividade com calor ameno.
❄️ Inverno Jun-Ago
Média: 10-23°C
Chuva: Média
Vinho na adega subterrânea nas noites frias.
🌸 Primavera Set-Nov
Média: 14-27°C
Chuva: Muito alta
Igreja e Torre Mirante entre uma pancada e outra.
💡 Dica do especialista: como a chuva se distribui o ano todo, o roteiro subterrâneo funciona em qualquer estação. Agosto é o mês menos chuvoso e combina tempo firme com temperaturas agradáveis.

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Ametista do Sul, uma cidade que esconde destinos incríveis // Créditos: Wikipedia – Wikimedia Commons

Como chegar a Ametista do Sul?

A cidade fica a cerca de 440 km de Porto Alegre, e o trajeto principal segue pela BR-386 rumo ao norte gaúcho. Para quem vem de Santa Catarina, Chapecó é a base mais próxima, a cerca de 90 km.

O município integra um distrito mineiro que inclui vizinhos como Frederico Westphalen, Planalto e Iraí, todos com garimpos registrados no Mapa Gemológico do Rio Grande do Sul, da CPRM. Vale reservar ao menos dois dias para descer às galerias sem pressa.

Leia também: Uma antiga capital inca está a 3.400 metros de altitude e surpreende com muralhas milenares no caminho para Machu Picchu.

O subsolo que deu nome à cidade

Ametista do Sul transformou um acidente geológico em identidade: a lava virou pedra, a pedra virou igreja, e os túneis do garimpo viraram adega e restaurante. Poucas cidades do país mostram tão de perto o que existe sob os próprios pés.

Você precisa conhecer Ametista do Sul e descer às galerias para ver o roxo da pedra brilhar dentro da rocha.

Tags: Ametista do SulRio Grande do Sul
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados