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Vigilante atua desprotegido em posto de alto risco e Justiça condena empresa de segurança a pagar retroativo de 30% de periculosidade de R$ 25 mil

Por Ryan Cardoso
26/10/2026
Em Notícias
Vigilante atua desprotegido em posto de alto risco e Justiça condena empresa de segurança a pagar retroativo de 30% de periculosidade de R$ 25 mil

Cobrança de adicional de periculosidade retroativo devido a trabalhador que atuava sob risco armado - Imagem ilustrativa

O exercício da função de segurança patrimonial em postos com risco de roubos atrai a obrigação inegociável de remuneração compensatória. A Justiça do Trabalho condenou empresa terceirizada a pagar retroativo de 30% de periculosidade de R$ 25 mil a vigilante mantido em posto crítico sem proteção.

O que estabelece a CLT sobre a periculosidade na segurança privada?

A legislação trabalhista brasileira considera como atividades perigosas aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado. Conforme o Artigo 193, inciso II, da Consolidação das Leis do Trabalho, o profissional de segurança patrimonial tem direito garantido ao adicional de 30% sobre o salário-base.

O benefício pecuniário visa compensar a exposição constante a roubos ou outras espécies de violência física nas dependências monitoradas. A empresa não pode suprimir a verba sob alegação de que o local de trabalho contava com alarmes eletrônicos ou cancelas automatizadas.

Vigilante atua desprotegido em posto de alto risco e Justiça condena empresa de segurança a pagar retroativo de 30% de periculosidade de R$ 25 mil
Cobrança de adicional de periculosidade retroativo devido a trabalhador que atuava sob risco armado – Imagem ilustrativa

Por que a ausência de porte de arma não retira o adicional de 30%?

Muitas empresas tentam descaracterizar a periculosidade transferindo o funcionário para funções sem armamento de fogo. No entanto, o Tribunal Superior do Trabalho consolidou que a periculosidade decorre do perigo inerente à guarda de bens e valores, e não do porte de arma.

O vigilante desarmado enfrenta desvantagem física direta diante de invasores armados, o que torna sua vulnerabilidade ainda maior. Para diferenciar o enquadramento entre os cargos operacionais de vigilância e portaria, examine a tabela comparativa a seguir:

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Função ContratualAtribuições PrincipaisDireito aos 30% de Periculosidade
Vigilante PatrimonialPrevenção de roubos e defesa ativa armada ou desarmadaObrigatório por lei (Art. 193, II, da CLT)
Porteiro ou VigiaControle de acesso de visitantes e fiscalização predialIndevido, salvo se comprovado desvio de função

Como o cálculo retroativo alcança o montante de R$ 25 mil na condenação?

O adicional de periculosidade possui natureza salarial e repercute de forma imediata em todas as verbas trabalhistas do contrato. Sua sonegação mês a mês gera diferenças acumuladas sobre férias acrescidas do terço constitucional e gratificações natalinas.

O valor de R$ 25 mil fixado na sentença compreende o reflexo da parcela sonegada durante 3 anos de trabalho ininterrupto. Para entender a composição financeira das verbas deferidas na condenação, consulte o detalhamento a seguir:

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CORREIO EXPLICA
Integração salarial ampla: Os 30% devidos incidem diretamente na base de cálculo das horas extras, do adicional noturno e dos depósitos mensais de FGTS com a multa rescisória de 40%, gerando o acúmulo financeiro retroativo com juros e correção monetária.

Leia também: Casal compra chácara e descobre que cano enterrado leva água da nascente para três casas vizinhas há mais de 15 anos – Correio Braziliense

Quais documentos comprovam o enquadramento na função de vigilante?

O sucesso da reclamação trabalhista depende da demonstração prática de que o operário exercia a função de vigilância, independentemente do cargo grafado na carteira. O princípio da primazia da realidade prevalece sobre anotações formais da empresa.

Para instruir a ação trabalhista e garantir a condenação das parcelas retroativas, o trabalhador deve anexar os seguintes comprovantes:

  • Certificado de Formação de Vigilante: Documento aprovado pela Polícia Federal comprovando a habilitação técnica da Lei nº 7.102/1983.
  • Livros de ocorrência do posto: Registros assinados pelo empregado reportando rondas perimetrais, incidentes e invasões noturnas.
  • Comprovantes de uniforme e colete: Fotos ou ordens de serviço exigindo o uso de uniforme tático padrão de vigilância armada.

Quais as maiores dúvidas dos trabalhadores sobre periculosidade?

Profissionais de segurança privada enfrentam dúvidas frequentes sobre o prazo máximo para acionar a empresa e a validade de renúncias assinadas em acordos internos. Os direitos laborais possuem proteção rígida na Justiça do Trabalho.

Para conhecer os prazos e garantias legais que amparam a cobrança do benefício retroativo, confira as dúvidas a seguir:

📄 Dúvidas Frequentes
Orientações sobre periculosidade, vigilantes e direitos trabalhistas
?

Qual o prazo limite para cobrar a periculosidade não paga?
+
O empregado pode cobrar as diferenças dos últimos 5 anos de contrato de trabalho, desde que ingresse com a reclamatória em até 2 anos após a rescisão contratual.

O tomador de serviços responde pela dívida se a terceirizada quebrar?
+
Sim. Conforme a Súmula 331 do TST, a empresa contratante responde de forma subsidiária pelo pagamento das verbas salariais caso a prestadora de segurança não quite o débito.

A decisão reforça que a proteção remuneratória conferida aos vigilantes é indisponível e cogente. O pagamento dos R$ 25 mil restabelece o equilíbrio salarial devido ao profissional que colocou a vida em risco para proteger patrimônio alheio.

Tags: legislação brasileiraleis
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