Insegurança

Homem morre queimado em parada de ônibus em Águas Claras

Os bombeiros foram acionados por volta das 4h15 e ao chegarem no local encontraram o homem com queimaduras de segundo e terceiro grau em todo o corpo

Correio Braziliense
postado em 12/09/2020 09:52
 (crédito: CBMDF/Divulgação)
(crédito: CBMDF/Divulgação)

Um homem, ainda não identificado, morreu queimado em uma parada de ônibus em Águas Claras , em frente à Administração Regional da cidade, na madrugada deste sábado (12/9). O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) prestou socorro e colocou a vítima na viatura, da corporação, onde foram tomadas as medidas de emergência para o atendimento, resfriando o paciente e o protegendo, para evitar o agravamento do quadro.

No entanto, ele não resistiu às queimaduras de segundo e terceiro grau. Uma equipe da Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e confirmou o óbito. O corpo ficou no interior da viatura do Corpo de Bombeiros, aguardando a perícia da Polícia Civil, que investiga como tudo aconteceu. 

Outro caso

Este é o segundo caso de vítima de queimadura nas ruas do DF, em setembro. Há uma semana (1º/9), um homem em situação de rua sobreviveu depois que uma pessoa com quem havia se desentendido lhe jogou gasolina e lhe ateou fogo. A agressão aconteceu na quadra 30 do Paranoá.

A vítima, identificada como Albert Rodrigues, 24 anos, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, e recebeu atendimento no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Em depoimento aos agentes da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), ele informou quem tinha sido o agressor, que foi encontrado pelos policiais, e preso.

Índio Galdino

O caso é semelhante ao do índio Galdino Jesus dos Santos, que morreu queimado em uma parada de ônibus na W3 Sul, em 20 de abril de 1997. Um dia depois da comemoração do Dia do Índio. Os autores do crime foram jovens de classe média que estacionaram o carro próximo a parada onde o cacique da tribo Pataxó Hã-hã-Hãe, com 44 anos à época, dormia.

O grupo usou álcool e fósforo e queimou Galdino vivo. Essa era a segunda passagem do índio por Brasília. Ele havia chegado na capital para a comemoração do Dia do Índio. Após comemorarem a data com protestos, o cacique deixou a festa por volta de 0h e se direcionou até a pensão onde estava hospedado, a 200 metros do ponto de ônibus onde ocorreu a tragédia. Perdido, chegou ao local às 3h, contudo, não pôde entrar. Ele foi para a parada de ônibus, descansou por algumas horas e, por volta das 5h30, foi vítima dos cinco jovens. 

 

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