feminicídio

Pediatra que presenciou feminicídio durante consulta está em estado de choque

Shirley Rúbia Gestrudes, 39 anos, estava dentro do consultório com a filha, de 4 anos, quando foi atingida pelo ex-companheiro por diversos golpes de faca, em hospital de Ceilândia

Darcianne Diogo
postado em 14/09/2020 21:35
 (crédito: Arquivo cedido ao Correio)
(crédito: Arquivo cedido ao Correio)

O pediatra que presenciou o assassinato de Shirley Rúbia Gestrudes, 39 anos, está em estado de choque, segundo informou a delegada-chefe da Deam 2, Adriana Romana. A mulher foi morta a golpes de faca pelo ex-companheiro Rafael Rodrigues Manuel, 35, durante a consulta da filha do casal, de 4 anos. O crime, tratado como feminicídio pela polícia, ocorreu na tarde desta segunda-feira (14/9), no Hospital São Francisco, em Ceilândia.

Segundo as investigações, Shirley agendou uma consulta pediátrica para a filha na unidade de saúde, localizado na QNN 28, e Rafael acompanhou a ex-mulher. Os dois permaneceram na sala de espera e, após alguns minutos, foram chamados para entrar no consultório.

O acusado, então, saiu em direção ao carro e pegou uma faca que, supostamente, foi a utilizada no crime. Ao entrar novamente na sala, ele efetuou diversos golpes contra a vítima, um deles perfurou o coração. Shirley chegou a ser socorrida pela equipe do próprio hospital e encaminhada ao centro cirúrgico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

No momento do crime, a filha do casal era pesada na balança e estava acompanhada do pediatra. Os dois presenciaram o ocorrido. “O médico está em estado de choque e, em breve, colheremos o depoimento dele. Mas, agora, ele não está em condições”, explicou a delegada.

Após cometer o crime, o suspeito fugiu, dirigiu até a casa onde mora com os pais, em Samambaia, e se matou com um tiro de arma de fogo.

O Hospital São Francisco se posicionou por meio de nota oficial e esclareceu que, após ser atingida, Shirley foi conduzida até o centro cirúrgico da unidade, onde recebeu todos os cuidados, porém, não resistiu e morreu.

“Em razão do ocorrido, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada e, junto à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), iniciou processo de investigação dos fatos. A criança foi prontamente atendida pelo Departamento de Psicologia do hospital”, diz o documento.

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