Investigação

Quadrilha que aplicava golpes com documentos de mortos é desmantelada

A organização falsificava documentos para aquisição e venda de lotes aparentemente abandonados. Os integrantes eram liderados por um policial civil

Correio Braziliense
postado em 23/09/2020 11:04
A polícia cumpriu mandados de prisão em oito cidades do DF e Entorno -  (crédito: Reprodução/Divicom.Divulgação)
A polícia cumpriu mandados de prisão em oito cidades do DF e Entorno - (crédito: Reprodução/Divicom.Divulgação)

Nesta terça-feira (23/9), a 13ª Delegacia de Polícia - Sobradinho - deflagrou a operação Tellus. Foram cumpridos 20 mandados judiciais, sendo dez de prisão e a outra metade de busca e apreensão contra uma organização criminosa que aplicava golpes vendendo lotes aparentemente abandonados ou, ainda, que integravam espólios, sem a concordância de todos os herdeiros. Há suspeita de que um policial civil liderava o esquema.

Os mandados de prisão cumpridos foram em Ceilândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo 2, Samambaia,Taguatinga e também no entorno, nos municípios de Águas Lindas de Goiás, Valparaíso e Santo Antônio do Descoberto. A ação contou com o apoio de unidades da Corregedoria Geral de Polícia (CGP) e do Departamento de Polícia Circunscricional (DPC).

As investigações tiveram início com a prisão em flagrante de dois homens no Cartório de Sobradinho quando aplicavam um golpe relacionado à venda de terras. Após quatro meses, foi possível desmantelar a organização, que coletava dados de indivíduos mortos e falsificava documentos. Alguns dos falecidos figuravam como proprietários e os demais membros da organização criminosa, como adquirentes do bem, formando uma cadeia de procurações e documentos que davam, supostamente, um ar de licitude ao negócio.

Ao longo das investigações, os policiais descobriram que os autores do crime utilizavam uma empresa como fachada em Valparaíso de Goiás, para movimentação do dinheiro obtido ilicitamente. A companhia nunca existiu.

Além disso, apurou-se que um braço da organização criminosa era responsável pela venda de armas de fogo, as quais advinham de agiotas e, até mesmo, de outros países. Outra parte praticava o tráfico de drogas no Distrito Federal (DF).

Acusados e presos presos preventivamente, os autores foram indiciados por organização criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, exploração de jogos de azar, falsificação de documentos públicos, tráfico de drogas e porte de arma.

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