Cidadania

GDF entra com novo recurso para não devolver pertences de moradores de rua

No sábado (19/9), agentes de segurança pública recolheram os pertences de pessoas em situação de rua no Setor Comercial Sul (SCS). A operação foi encabeçada pelo DF Legal

Ana Clara Avendaño*
postado em 24/09/2020 18:12 / atualizado em 24/09/2020 18:14
Na manhã de sábado (19) moradores em situação de rua do Setor Comercial Sul (SCS) tiveram pertences recolhidos por agentes de segurança pública -  (crédito: material cedido ao Correio)
Na manhã de sábado (19) moradores em situação de rua do Setor Comercial Sul (SCS) tiveram pertences recolhidos por agentes de segurança pública - (crédito: material cedido ao Correio)

Após recurso negados pela Justiça do Distrito Federal, o Governo do DF recorreu novamente para não devolver os pertencentes apreendidos das pessoas em situação de rua no Setor Comercial Sul (SCS). O Instituto NoSetor, entidade que acompanha a população vulnerável, também entrou com recurso solicitando a devolução dos objetos no prazo de 24 horas.

No sábado (19/9), agentes de de segurança pública recolheram os pertences de pessoas em situação de rua no SCS sem aviso prévio. Após recurso do Instituto NoSetor, a Justiça determinou que o GDF devolvesse os bens recolhidos no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil. No entanto, o Executivo recorreu à decisão.

Caso, a corte não faça nenhuma determinação até sexta-feira (24/9), às 10h, quando acaba o prazo para que o GDF devolva os pertences, a multa diária de R$ 5 mil começar a valer.


Fim do abrigo provisório


Moradores em situação de rua organizaram uma manifestação, na terça-feira (22/9), em frente ao Autódromo Internacional de Brasília. O grupo pediu explicações ao GDF em relação ao fechamento do abrigo instalado no local. O alojamento deixará de funcionar na próxima segunda-feira (28/9), e cerca de 200 pessoas devem voltar às ruas da capital.

A estrutura, montada em abril como uma medida de combate à covid-19, oferece dormitórios, banheiros, área para a lavagem de roupas e alimentação, além de atendimento com exames de rotina, aferimento de pressão e temperatura. A princípio, com o fim do alojamento, as pessoas atendidas poderiam ser encaminhadas para outros abrigos do GDF. Porém, os manifestantes alegam que não há vagas para todos.

 

*Estagiária sob a supervisão de Adson Boaventura

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