DESEMPENHO

Venda de veículos usados tem primeira alta no DF desde abril

Dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) mostraram aumento de 29,3% em setembro, na comparação com agosto

Correio Braziliense
postado em 07/10/2020 14:56 / atualizado em 07/10/2020 15:15
Distrito Federal também se destacou em relação a estados do Centro-Oeste e ao restante do país -  (crédito: Oswaldo Corneti/Fotos Públicas - 20/5/2014)
Distrito Federal também se destacou em relação a estados do Centro-Oeste e ao restante do país - (crédito: Oswaldo Corneti/Fotos Públicas - 20/5/2014)

A comercialização de veículos seminovos e usados no Distrito Federal registrou o primeiro sinal de recuperação após quedas consecutivas entre abril e agosto. Dados divulgados pela Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), nesta quarta-feira (7/10), mostraram crescimento de 29,3% nas vendas em setembro, em relação ao mês anterior.

Nesse intervalo, o DF também se destacou na comparação com outras unidades federativas do Centro-Oeste. A capital federal teve o melhor desempenho na evolução das vendas contra Mato Grosso (20,1%), Goiás (1,4%) e Mato Grosso do Sul (0,9%).

Os dados do boletim da Fenauto levam em conta informações do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Entre automóveis populares, os mais vendidos foram os modelos Gol (5,74% do total), Palio (4,74%) e Uno (4,11%). Na categoria de comerciais leves, como picapes e utilitários, nos três primeiros lugares ficaram Strada (18,75%), Hilux (12,59%) e S10 (10,77%).

Apenas em setembro, os proprietários conseguiram passar adiante 18.312 veículos leves e 1.523 motocicletas no DF. Das motos, os modelos mais comercializados foram os de menores cilindradas: CG150 (19,57%), CG125 (10,90%) e NXR150 (5,19%).

O resultado do Distrito Federal no mês passado superou em quase três vezes o verificado no país inteiro, que teve 10,5% de alta. O boletim considera o conjunto que inclui seminovos — até três anos de uso — e usados — quatro anos em diante.

Apesar dos resultados positivos, o setor ainda amarga perdas por causa dos efeitos da pandemia de covid-19. As revendas do último mês ficaram 14,5% abaixo do observado no mesmo período de 2019. Além disso, tiveram queda de 33,2% nos primeiros nove meses de 2020, em relação ao acumulado de janeiro a setembro do ano passado.

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