PANDEMIA

Restrição a horário de bares não é punição, diz secretário de Saúde do DF

Secretário de Saúde, Osnei Okumoto, falou sobre as medidas que o governo local tem tomado, na tentativa de conter o aumento dos casos de covid-19 no DF. Ele participou do programa CB.Poder, desta quarta-feira (2/12)

Cibele Moreira
postado em 02/12/2020 18:00 / atualizado em 02/12/2020 18:02
Osnei Okumoto também posicionou-se a favor de medidas para punição de quem não respeitar normas de segurança sanitária.  -  (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Osnei Okumoto também posicionou-se a favor de medidas para punição de quem não respeitar normas de segurança sanitária. - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Em entrevista ao CB.Poder — parceria do Correio com a TV Brasília —, o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, falou sobre a repercussão negativa do decreto que determina o encerramento das atividades de bares e restaurantes às 23h. Na terça-feira (1º/12), data em que o Governo do Distrito Federal (GDF) publicou a norma no Diário Oficial do DF (DODF), representantes do setor produtivo criticaram a medida, que pretende evitar o avanço dos casos de covid-19.

Os empresários consideraram que a nova determinação configura uma "punição" ao setor. "(Sobre) a restrição de horário, não creio que seja uma punição. A punição (acontece), eu entendo, quando as empresas são multadas ou quando há fechamento pela vigilância sanitária ou pelo DF Legal (Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística). Quando você faz uma restrição de horário, você está tomando medidas de segurança para a população que frequenta aquele local", defendeu Osnei.

No sábado (28/11), a taxa de contaminação pela covid-19 no Distrito Federal chegou a 1,3. Esse resultado significa que um grupo de 100 contaminados pela doença é capaz de infectar, em média, mais 130 pessoas. O indicador despertou alerta entre os órgãos de governo para a alta do número de casos.

O secretário Osnei Okumoto também posicionou-se a favor de medidas para punição de quem desrespeitar as normas de segurança sanitária. "Quando falamos de uma segunda onda, muitos pesquisadores afirmam que não saímos da primeira. Mas, aqui no DF, tivemos um uma elevação muito grande de infecções e da transmissão em julho, depois de um platô no fim de agosto, com redução nas transmissões. A taxa (de contaminação) permaneceu, por muito tempo, abaixo de 1 e, agora, com essa elevação para 1,3, podemos caracterizar como o início de uma nova onda do coronavírus", avaliou.

O aumento no índice não foi uma surpresa, segundo o chefe da pasta, pois era perceptível em outros países. "A gente se adiantou em vários pontos importantes, como a mobilização dos leitos de covid-19. Deixamos tudo muito bem organizado para que (eles) possam ser reativados caso haja necessidade. Hoje, temos 205 leitos de UTI (unidade de terapia intensiva), sendo que de 30% a 35% deles estão ocupados. Então, ainda temos uma margem muito grande de leitos disponíveis", afirmou.

Osnei Okumoto falou, ainda, sobre o inquérito epidemiológico da covid-19, que começou nesta quarta-feira (2/12), com a testagem de moradores de Ceilândia. Na avaliação do secretário, até 15 de dezembro, 230 pessoas da cidade passarão por esse processo, para permitir análises sobre o comportamento do vírus na localidade. Posteriormente, o mapeamento seguirá para as outras 33 regiões administrativas do Distrito Federal.

Confira na íntegra a entrevista:




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