Investigação

Polícia procura quadrilha que aplicava 'Boa noite, Cinderela' no DF

As investigações fazem parte da operação Princesa Aurora, que resultou na prisão de duas mulheres em 15 de abril. Três mulheres e um homem estão foragidos

Darcianne Diogo
postado em 31/05/2021 15:54
Quadrilha investigada por dopar vítimas para dopar é procurada -  (crédito: PCDF/Divulgação)
Quadrilha investigada por dopar vítimas para dopar é procurada - (crédito: PCDF/Divulgação)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) procura por integrantes de uma associação criminosa acusados de aplicar o famoso golpe "Boa noite, Cinderela" em frequentadores de bares no DF para poder roubá-los. As investigações fazem parte da operação Princesa Aurora, que resultou na prisão de duas mulheres em 15 de abril. Nesta segunda-feira (31/5), a 23ª Delegacia de Polícia (P Sul) divulgou a foto de quatro jovens foragidos.

No decorrer das diligências, a polícia constatou que as vítimas eram atraídas pelos criminosos com o convite de ingerirem bebidas alcoólicas. Posteriormente, os alvos eram dopados pelo medicamento conhecido como Clonazepam, responsável por inibir as funções do sistema nervoso central, causando um tipo de sedação e relaxamento muscular.

Duas mulheres foram presas em abril, mas os investigadores identificaram mais cinco integrantes do grupo, entre elas uma adolescente e a líder da associação, conhecida como Shirley Marinho da Silva. Shirley é denunciada por sete roubos nas regiões de Ceilândia, Taguatinga e Águas Claras.

Os quatro foragidos foram denunciados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por roubo qualificado, corrupção de menores e associação criminosa, sendo expedidos mandados de prisão preventiva para os quatro maiores, que seguem foragidos. As fotos dos envolvidos foram divulgadas pela PCDF para auxiliar nas buscas. As denúncias anônimas podem ser feitas pelo número 197 ou pelo e-mail www.pcdf.df.gov.br. A corporação garante o sigilo.

Princesa Aurora

Em 15 de abril, duas mulheres foram presas pelo crime. Segundo as investigações da época, a dupla frequentava bares das regiões e captava possíveis vítimas. Demonstrando um certo interesse sexual por essas pessoas e, posteriormente, ministravam medicamentos ainda no bar ou até mesmo na casa das vítimas, fazendo com que dormissem, subtraindo vários objetos da residência. 

 

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