Obituário

Aos 54 anos, garçom Francisco Arleudo, do Bar Beirute, morre vítima da covid-19

Francisco estava internado por causa da doença desde sexta-feira (18/6). Infecção provocou um quadro de insuficiência respiratória e, nessa quarta-feira (23/6), o paciente não resistiu

Ana Maria da Silva
postado em 24/06/2021 00:21 / atualizado em 24/06/2021 00:27
Francisco era figura conhecida no tradicional Bar Beirute -  (crédito: Arquivo Pessoal)
Francisco era figura conhecida no tradicional Bar Beirute - (crédito: Arquivo Pessoal)

Morreu, aos 54 anos, o garçom Francisco Arleudo Madeira Siqueira, do Bar Beirute. Ele estava internado no Hospital São Mateus, no Cruzeiro Velho, com covid-19. A família informou que o óbito ocorreu na noite dessa quarta-feira (23/6), devido a um quadro de insuficiência respiratória.

Os primeiros sintomas da doença surgiram na semana passada. Na manhã de terça-feira (23/6), Francisco deu entrada no hospital, onde ficou internado. Nora do garçom, a universitária Raiane Ferreira dos Santos, 27 anos, contou ao Correio que os sintomas do sogro ficaram mais fortes na sexta-feira (18/6). Na ocasião, a família decidiu levá-lo ao Hospital Céu Azul, em Valparaíso (GO).

Nessa terça-feira (23/6), Raiane contou que, no momento da internação, parentes de Francisco pediram que fosse feito um exame para detecção da covid-19. "O teste de sangue e deu negativo, mas o médico pediu para ele continuar no hospital, porque estava com a saturação baixa. Acharam que era dengue", relata a estudante.

Nos dias seguintes, a falta de ar complicou o estado de saúde do paciente, que precisou ser levado para outra unidade de atendimento, pois o hospital de Valparaíso não tinha o suporte necessário, como unidade de terapia intensiva (UTI). "Ele (Francisco) entrou em uma lista de espera para ser transferido, mas a família optou por entrar com um pedido de liminar junto ao Ministério Público. Por meio disso, conseguimos uma vaga no hospital São Mateus", detalhou Raiane.

Após a transferência, o quadro de Francisco piorou. Ele teve quatro princípios de paradas cardíacas desde a primeira internação. "Tentamos fazer uma transferência na segunda-feira (21/6), mas ele não conseguiu", relatou a jovem. Em virtude do quadro de covid-19, o enterro seguirá as restrições definidas pelos cemitérios e não poderá ter aglomeração.

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