Jornal Correio Braziliense

Foragido

Mãe e padrasto de Lázaro trabalharam na chácara de sogro de delegado da PCDF

Segundo ele, Eva Maria Sousa e Léim (apelido) foram embora para a Bahia na última quinta-feira (11/6). "(Lázaro) Parecia uma pessoa normal nos contatos", afirma Cândido.

O delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Robson Cândido, afirmou, nesta quarta-feira (16/6), que a mãe e o padrasto de Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, trabalhavam na chácara do sogro do líder da corporação, em Girassol, município de Cocalzinho de Goiás (GO). Segundo ele, Eva Maria Sousa e Léim (apelido) foram embora para a Bahia na última quinta-feira (11/6), um dia depois da chacina cometida pelo homem no Incra 09, em Ceilândia.

“O próprio Lázaro fez trabalhos lá, de gado e de pasto. Realmente é um cara do mato, conhece bem toda a região, conhece detalhes. Parecia uma pessoa normal nos contatos”, afirma Cândido.

Robson e a família estão surpresos com tudo que aconteceu e tem acontecido. O delegado-geral da PCDF diz que nunca tiveram informações sobre a ficha criminal e nem antecedentes criminais de Lázaro. “Não suspeitava. A família (de Robson) não imaginava que fosse pessoa com tanta periculosidade”, conclui o investigador.

 

Companheira

Ao Correio, a companheira de Lázaro Barbosa Sousa, 32 anos, diz não acreditar que o marido esteja envolvido em rituais macabros. A jovem de 19 anos que preferiu não se identificar, afirmou à reportagem, na quarta-feira (16/6) que a família é alvo de fake news e preconceito. "Não acredito em nenhum ritual. Ele tinha uma fé em Deus muito grande, foi até pregador da palavra no presídio. Eu só vou acreditar que ele se envolveu mesmo nisso quando ele for pego e falar", declara.

A mulher espera que Lázaro se entregue à polícia. Ela afirma estar estarrecida com os acontecimentos da última semana. Ela contou que a família está sofrendo ameaças e teme pelo desfecho da história. "Temos medo de receber a notícia de que ele morreu", afirma.