Interstício

Sinpol cobra GDF por resolução de distorções entre categorias

Em nota, o sindicato parabenizou a polícia militar e os bombeiros pela redução do interstício das categorias assinada nesta terça-feira (24/8) pelo governador Ibaneis Rocha (MDB)

O Sindicato do Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) publicou uma nota aberta cobrando o governo local por resolução de distorções nas carreiras de segurança pública. De acordo com o texto, a categoria busca um tratamento justo e igualitário, além de "empenho por parte do GDF" para destravar antigas reivindicações. "Da nossa parte, ainda há disposição para manter a Segurança Pública da capital do país operando plenamente", completa. Nota foi divulgada após a assinatura da redução do interstício da Polícia Militar e dos bombeiros. 

A principal demanda está relacionada à remuneração. Segundo o Sinpol, a paridade com a Polícia Federal não foi equacionada. "Os policiais civis do DF possuem, atualmente, a pior previdência da Segurança Pública. A deturpação fica evidente, por exemplo, quando se analisa a concessão da pensão por morte no exercício da função: enquanto para os militares ela é de 100%, para os civis é de um valor que corresponde a 50% da média de contribuições previdenciárias – fora de serviço ela é ainda pior", diz o texto.

O sindicato também afirma que há diferenças entre o tratamento dado à PM e à PCDF. "Diferentemente dos policiais e bombeiros militares, a categoria policial civil do DF não dispõe de uma escola própria para os filhos. Enquanto os policiais militares recebem, anualmente, R$ 250 milhões para a assistência à saúde, a Polícia Civil não chega a ter disponíveis nem 5% desse montante: no último ano, foram R$ 10 milhões. E a fonte desses recursos para a Segurança Pública é a mesma", diz.

Apesar das reivindicações, na nota, o sindicato parabenizou polícia militar e bombeiros pela redução do interstício das categorias assinada nesta terça-feira (24/8) pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). Durante a assinatura, o secretário de Segurança Pública do DF, Júlio Danilo, afirmou que a PCDF possui uma estrutura de plano de carreira diferenciada.

“Como na PCDF eles não são militares, e não são divididos em graduações, naturalmente já há um outro plano de carreira. O agente, o delegado e o escrivão entram como terceira classe, passados cinco anos, se tornam segunda classe, e depois de mais cinco anos, são da classe especial. Por isso, não há necessidade de uma redução de interstício ou abertura de vagas, pois são estruturados de uma forma diferente. Isso que a gente estuda para fazer nas forças militares”, pontua.