Covid-19

Idosos a partir de 70 anos que tomaram a D2 há 6 meses podem receber 3ª dose

Decisão da Secretaria de Saúde foi divulgada nesta quinta-feira (30/9). O motivos seria a falta de procura por parte das faixas etárias anteriores

Samara Schwingel
postado em 30/09/2021 15:43 / atualizado em 30/09/2021 16:53
Para receber o reforço, o idoso deve ter recebido a segunda dose há seis meses -  (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
Para receber o reforço, o idoso deve ter recebido a segunda dose há seis meses - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

A partir desta sexta-feira (1º/10), os idosos com 70 anos ou mais poderão buscar a dose de reforço da vacina contra a covid-19 no Distrito Federal. A informação foi divulgada pela Secretaria de Saúde (SES-DF) nesta quinta-feira (30/9). O motivo da ampliação seria a baixa procura das faixas anteriores.

Os locais de atendimento ainda serão divulgados pela pasta. Para receber a dose de reforço, conhecida como terceira dose, o idoso precisa ter recebido a segunda dose há, pelo menos, seis meses.

Segundo o secretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, até o momento, apenas 6.180 idosos com 80 anos ou mais procuraram receber a dose de reforço. “Por isso, a partir de amanhã vamos ampliar para 70 anos. A fim de evitar termos doses paradas”, explicou.

A pasta explica que a aplicação em idosos em Instituições de Longa Permanência (ILPs) continua e deve ser finalizada ao final de outubro. Para ampliar a aplicação da dose de reforço em idosos de 60 anos, público autorizado pelo Ministério da Saúde, a secretaria aguarda o envio de doses pela pasta federal.

Próximas etapas

Depois da ampliação da vacinação contra a covid-19 para os adolescentes de 12 anos, última faixa etária autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a receber doses dos imunizantes, o Governo do Distrito Federal (GDF) se organiza para as próximas etapas, que devem focar na aplicação de segundas doses e terceiras doses, ou o reforço.

Segundo o governador Ibaneis Rocha (MDB), o Executivo local não pensa em comprar vacinas diretamente e vai seguir dependente das entregas e das determinações do Ministério da Saúde. "Não. Vou seguir o PNI (Plano Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde)", disse Ibaneis, quando questionado sobre a compra de vacinas.

 

Em agenda realizada na terça-feira (28/9), em São Sebastião, o governador detalhou a continuidade da campanha de imunização. O chefe do Executivo local explicou que o governo vai seguir o mesmo esquema que foi adotado no começo da vacinação.

"Primeiramente, os profissionais de saúde, e, depois, a população, de acordo com a idade", adiantou. Também na agenda, Ibaneis reforçou ser contra o passaporte de vacinação. "As restrições que teremos são as do decreto, que dizem respeito a estar vacinado para entrar em shows e eventos. Mas o passaporte para entrar em restaurantes e ambientes, não pretendo implantar", reforçou.

 

 

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