Educação

Aulas 100% presenciais voltam em 3 de novembro, diz Ibaneis

O governador confirmou a decisão ao Correio. Nesta quinta-feira (21/10), a secretária de Educação Hélvia Paranaguá anunciou a decisão de abandonar o ensino híbrido

Samara Schwingel
postado em 22/10/2021 12:29 / atualizado em 22/10/2021 12:32

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), fixou em 3 de novembro de 2021, o retorno às aulas no modelo 100% presencial na rede pública do DF. A decisão foi confirmada pelo chefe do Executivo local ao Correio nesta sexta-feira (22/10). 

Segundo o governador, o avanço da vacinação contra a covid-19 pesou para a decisão. "Avanço da vacinação e as baixas taxas de transmissão", explicou. Um dia antes, na quinta-feira (21/10), a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá havia anunciado a decisão de abandonar o ensino híbrido na capital federal. 

No vídeo divulgado, a secretária afirmou que o governador Ibaneis Rocha (MDB) vai publicar um decreto que retira uma série de medidas restritivas que "impedem as aulas 100% presenciais". Hélvia não deu mais detalhes como datas e protocolos. "Com essas alterações, em poucos dias, todos os estudantes da rede pública estarão 100% presencialmente nas escolas", complementou a secretária. 

Manifestação

O diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), Samuel Fernandes, afirmou que a determinação de volta presencial é “absurda”. "Todos os dias há casos de alunos e professores contaminados nas escolas e mesmo acontecendo esses casos, o governo não faz a testagem nas escolas. Em muitas escolas não há desinfecção adequada, mesmo diante de casos positivados. Um retorno de 100% nesse momento só vai agravar a situação", destacou.

Além disso, o diretor do sindicato lembrou que nem todas as faixas etárias foram vacinadas contra a covid-19. " O governo precisa rever essa decisão. Os alunos da Educaçao Infantil e do Ensino Fundamental I não estão vacinados. Professores, alunos e toda comunidade escolar estarão correndo sérios riscos de contaminação e consequentemente de morte com essa decisão absurda", completou.

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