Crime

Jovens de classe média alta são presos por compartilharem pornografia infantil

Ao menos um dos criminosos enviou 28 arquivos de pornografia infantil aos demais integrantes de um grupo de aplicativo de mensagens. A 38ª DP (Vicente Pires) soube do crime por meio de operação para apurar acidente de trânsito

Correio Braziliense
postado em 04/11/2021 11:59 / atualizado em 04/11/2021 12:00
 (crédito: PCDF/Divulgação)
(crédito: PCDF/Divulgação)

Um grupo de jovens de classe média alta de Vicente Pires e Águas Claras foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), na manhã desta quinta-feira (4/11), por compartilhar pornografia infantil. A 38ª DP (Vicente Pires) cumpriu seis mandados de busca e apreensão contra os criminosos, com idades entre 19 e 22 anos, investigados pelo crime de compartilhamento e armazenamento de conteúdo impróprio para menores de idade.

Conforme apurado pela Polícia Civil, os jovens integravam um grupo de aplicativo de mensagens onde, ao menos um deles, compartilhou 28 arquivos impróprios com os demais integrantes.

Na análise do material apreendido, foram encontrados arquivos que demonstraram que os jovens, além de terem ingerido bebidas alcoólicas antes de um acidente na Estrada Parque de Taguatinga (EPTG), fizeram uso do medicamento ansiolítico denominado Alprazolam. Em seguida, apostaram um "racha"na via momentos antes de  sofrerem acidente em Vicente Pires.

A existência do grupo de mensagens foi descoberta durante a Operação Absolut, deflagrada para apurar um acidente de trânsito, ocorrido em 13 de maio deste ano, envolvendo um Audi conduzido por um jovem na companhia de dois passageiros, que invadiu uma serralheria na Rua 10 de Vicente Pires.

Na época, o motorista fugiu do local para evitar a prisão em flagrante pelo crime de embriaguez ao volante. Durante a investigação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências do motorista e dos passageiros, tendo o primeiro sido autuado em flagrante pelo crime de posse ilegal de munição de uso permitido.

Retrospecto

Dois dos jovens — que integram o respectivo grupo — também foram alvos da Operação Boyfriend, concluída em setembro deste ano, por supostamente terem recebido e compartilhado, sem a autorização da vítima, um vídeo íntimo no qual um amigo em comum deles tinha gravado com a ex-namorada.

“Investigados agora por transmitir e armazenar arquivos contendo cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente, os jovens estão sujeitos a uma pena que pode alcançar os seis anos de prisão”, destaca o delegado-chefe da 38ª DP, João de Ataliba Neto.

Nas buscas realizadas nesta quinta-feira (4/11), foram apreendidos medicamentos controlados, porções de maconha, celulares e tablets. Em análise preliminar, não foi encontrado material de cunho pedopornográfico nos aparelhos apreendidos.

O material apreendido será encaminhado à perícia para análise mais detalhada. Três dos investigados foram presos em flagrante pelo crime de posse de drogas para consumo pessoal e foram liberados após assinarem o termo de compromisso de comparecimento em juízo quando intimados.

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