Pandemia

Mais de 92% das vítimas da covid-19 no DF não estavam totalmente vacinadas

Levantamento da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) mostra que dos 10.969 óbitos, 92,2% não estavam com o ciclo vacinal completo contra a covid-19

Pedro Marra
postado em 20/11/2021 12:24
 (crédito: Marcelo Ferreira/ CB DA Press)
(crédito: Marcelo Ferreira/ CB DA Press)

Um levantamento da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) mostrou que dos 10.969 óbitos de covid-19 registrados no DF até a última terça-feira (16/11), 92,2% dos casos foram de pessoas que não haviam completado o esquema vacinal contra a doença.

Do total de vítimas, 858 eram pessoas com 14 dias ou mais de intervalo entre a segunda dose ou dose única e a data do óbito. Para divulgar as estatísticas, a Secretaria de Saúde elaborou um gráfico que mostra a queda do número de casos (linha azul), de internações em leitos de UTI (linha roxa) e de óbitos (linha vermelha) em paralelo com o avanço da vacinação em primeira dose (linha verde) e segunda dose ou dose única (linha preta).

Os dados mostram, por exemplo, a alta do índice de vacinação entre julho e setembro, a redução da ocupação dos leitos de UTI e de óbitos a partir de outubro. Em 6 de abril, a média diária de óbitos chegou a 89, quando havia 400 leitos de UTI ocupados, enquanto 10,41% da população havia recebido a primeira dose e 2,96%, a segunda ou a dose de reforço.

Em 10 de novembro, a média de óbitos ficou em 5, enquanto 35 leitos de UTI estavam ocupados. Nesta data, o DF chegou a 74,17% da população com a primeira dose e 58,69% com a imunização completa, além de já ter sido iniciada a aplicação da dose adicional nos imunossuprimidos e da dose de reforço nos idosos acima de 60 anos e profissionais de saúde.

Boletim

O mais recente Boletim Epidemiológico de covid-19 da Secretaria de Saúde do DF, divulgado na noite dessa sexta-feira (19/11), contabilizou mais 92 casos e seis mortes provocadas pela doença — registradas entre 2 de outubro e 18 de novembro. Com as atualizações, a capital do país soma 517.109 registros de infecção pelo novo coronavírus, dos quais 10.994 resultaram em óbitos.

Apesar da queda nos números dos boletins diários, a variação das médias móveis segue em ascensão pelo segundo dia consecutivo. O indicador referente aos casos teve aumento de 23,4% em relação ao verificado duas semanas antes. O índice que faz a comparação sobre a quantidade de mortes subiu 19,9% no mesmo intervalo considerado.

Outro número importante, a taxa de transmissão (Rt) passou para 0,72 — na quinta-feira, era de 0,71. O resultado demonstra que cada grupo de 100 infectados pelo vírus pode transmiti-lo para, em média, outras 72 pessoas. O cálculo matemático é usado pelas autoridades sanitárias e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como termômetro de controle da pandemia. O ideal é que o índice permaneça abaixo de 1.

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