Orgulho negro

Religiões de Matrizes Africanas celebram Dia do Sacerdote e da Sacerdotisa

Comemorada na quarta-feira (24/11), a data foi instituída pela Lei Distrital nº 6275/2019 e tem como objetivo incentivar o respeito a essas religiões

Correio Braziliense
postado em 25/11/2021 21:45
 (crédito: Divulgação/Sejus-DF)
(crédito: Divulgação/Sejus-DF)

Na última quarta-feira (24/11), foi comemorado o Dia do Sacerdote e da Sacerdotisa de Religiões de Matrizes Africanas. A data foi instituída pela Lei Distrital nº 6275/2019 e tem como objetivo incentivar o respeito a essas religiões. Segundo dados de 2019, da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin), esse público é vítima de 59% dos crimes registrados.

O subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), Juvenal Araújo, destacou o papel do estado na promoção da igualdade e direito. “Todo o sofrimento passado pelos povos de terreiro em função da intolerância religiosa e o racismo religioso não podem ser plenamente reparados, mas é dever do Estado atuar no sentido de promover a valorização desta imensa riqueza da espiritualidade brasileira”, declarou.

Dentre as medidas adotas pelo Governo do Distrito Federal para promover o respeito e a tolerância a religiões de matriz africana estão a criação da Decrin, do Comitê Distrital de Diversidade Religiosa (CDDR) e de uma coordenação para promoção da liberdade religiosa. Também, pela Lei Distrital nº 6888/2021, foi ampliada a regularização de templos religiosos, além da revitalização dos espaços ensino de história ameríndia nas escolas.

O vice-presidente da Federação de Umbanda e Candomblé de Brasília e Entorno Adaildo dos Santos, 53 anos, vê grande importância na data comemorativa, mas diz que o governo ainda precisa fazer mais esforços. “O povo de santo começa a ser visto, respeitado e incluso com as demais instituições e religiões. E eu acho que o governo está trabalhando, mas precisa trabalhar um pouco mais. Acho que para o povo de matriz africana falta um pouco mais de estrutura”, relata.

Segundo ele, a mudança da instituição para o Setor de Chácaras representou grande perda de espaço. “Nós, como muitos dos nossos, fomos tirados do DF para o Setor de Chácaras, no entorno de Goiás, e continuam a espremer a gente. Falta muito para a gente ainda. Falta espaço e atenção. Mas, com certeza, está melhorando muito”.

Com informações da Sejus-DF

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