Entorno do DF

PM do DF e mais um são denunciados por estupro coletivo em Goiás

A vítima, de 25 anos, foi estuprada durante uma festa no Bairro Parque Barragem, em Águas Lindas de Goiás. O caso aconteceu na madrugada de 8 de outubro

O Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) denunciou o subtenente da Polícia Militar do DF Irineu Marques Dias, 44 anos, pelo estupro coletivo contra uma jovem de 25 anos. O crime aconteceu na madrugada de 8 de outubro, durante uma festa no Bairro Parque Barragem, em Águas Lindas de Goiás. Além do subtenente Irineu, Thiago de Castro Muniz, 36, também foi denunciado pelo mesmo motivo. 

À época do crime, a polícia prendeu três homens, entre eles, o irmão do subtenente, que foi liberado. Os outros dois continuam presos: Irineu no presídio destinado à policiais, em Goiânia e, Thiago, na unidade prisional de Águas Lindas.

Na denúncia oferecida à Justiça pela promotora Renata Caroliny Ribeiro e Silva, da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Águas Lindas de Goiás, em 9 de outubro, consta que Irineu e Thiago constrangeram a vítima mediante grave ameaça com uma arma de fogo, a ter conjunção carnal. A jovem teria sido convidada para a festa por um amigo, na casa que pertence ao irmão do subtenente.

Denúncia

A vítima relatou em depoimento que o crime aconteceu quando foi até um quarto do imóvel para dormir, já de madrugada. Logo que se deitou, ela diz ter sido surpreendida pelo militar que, com uma arma de fogo, passou a intimidá-la. “[...] Retirou as roupas desta, e iniciou a ‘escala de revezamento’ dos estupros por ela sofridos”, destacou o MPGO. A jovem tentou reagir, mas sentiu-se ameaçada.

Depois de estuprar a jovem, Irineu saiu do quarto e, na sequência, entraram mais dois homens, que também mantiveram a conjunção carnal com a vítima sem o consentimento dela. Após a saída deles, outros dois homens, incluindo Thiago, foram até o cômodo e também abusaram da mulher. Segundo a denúncia, Irineu retornou e estuprou a jovem novamente, motivo pelo o qual foi denunciado pelo Ministério Público por duas vezes.

O Ministério Público pediu à Justiça que oficialize a delegacia à instaurar um inquérito policial suplementar a fim de proceder ao reconhecimento das pessoas indicadas pela vítima como eventuais coautores do delito.

Procurada pela reportagem, a defesa de Irineu afirmou que "a denúncia está totalmente desprovida do mínimo de fundamento, e que a defesa será mantida na mesma linha desde o início dos fatos, ou seja, que não praticou os fatos descritos na denúncia", informou o escritório de advocacia, em nota oficial.