PMDF

Major que fez uso indevido de viatura é investigado pelo MPDFT

Investigação apura uso indevido de viaturas da corporação. Os moldes da investigação serão sobre improbidade administrativa

Pablo Giovanni*
*Carlos Silva
postado em 10/01/2022 14:37
A PMDF tem 10 dias para informar ao MPDFT a relação dos integrantes da corporação que atenderam à ordem do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) -  (crédito: PMDF/Divulgação)
A PMDF tem 10 dias para informar ao MPDFT a relação dos integrantes da corporação que atenderam à ordem do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) - (crédito: PMDF/Divulgação)

A 3ª Promotoria de Justiça Militar instaurou inquérito civil público para apurar se integrantes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) fizeram uso indevido de viaturas da corporação. Os moldes da investigação serão sobre improbidade administrativa. Segundo o MPDFT, em caso de condenação, há multa, com possibilidade de perda do cargo, além da suspensão dos direitos políticos.

A PMDF tem 10 dias para informar ao MPDFT a relação dos integrantes da corporação que atenderam à ordem do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para comparecerem à casa do major e levarem seu funcionário para casa. O major encontra-se afastado desde o dia 30/12. Em nota, a PMDF informou que "Cabe à PMDF cumprir todas as requisições do Ministério Público, colaborando com o que for necessário. Pontuamos que a corporação não admite nem compactua com desvios de conduta".

 

Relembre o caso


O caso, dado em primeira mão pelo Correio, ocorreu na quarta-feira (22/12), por volta das 22h. Após confraternização ocorrida na casa do major Fábio Borges Ferreira da Costa, no Park Way, foi dada ordem para que uma equipe de viatura da PMDF deixasse um dos garçons em sua residência, em Ceilândia. Segundo apurado pela equipe do Correio, a ordem também partiu do subcomandante-geral da PMDF, coronel Hércules Freitas.

Frente à fala do major para transporte do funcionário, a equipe que compareceu ao local respondeu que verificaria a ordem com o Copom. O supervisor do grupo foi informado de que o subcomandante havia ligado para a chefia do centro de operações e reiterado o pedido do major. À época, a equipe de reportagem tentou contato com o Major Fábio Borges e com o subcomandante-geral Hércules Freitas, mas não teve sucesso.

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