Trânsito

Excesso de velocidade é a principal causa de multas no DF

Segundo o Detran-DF, a infração foi a mais registrada no ano de 2021, seguida por estacionar em locais irregulares e andar pela faixa exclusiva de transporte coletivo público

Correio Braziliense
postado em 15/01/2022 12:58
 (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)

Os motoristas do Distrito Federal andaram rápido demais no ano passado e foram multados por diversas vezes. De acordo com o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), o excesso de velocidade foi a infração mais flagrada na capital em 2021. O levantamento feito pelo órgão revelou que, entre janeiro e dezembro, foram registradas 1.584.122 autuações por desrespeito aos limites de velocidade estabelecidos nas vias.

Este tipo de infração de trânsito tem preocupado o órgão por potencializar os riscos de acidentes e ser uma ameaça a vida de pedestres e ciclistas. Para o diretor-geral do Detran-DF, Zélio Maia, respeitar as normas de trânsito é exercer os direitos e deveres como cidadão. “Precisamos resgatar o senso de responsabilidade e cidadania de nossos condutores. Eles precisam se conscientizar de que, ao infringir uma regra de trânsito, a multa é o menor dos males, se comparado à possibilidade de provocar um acidente e ceifar uma vida ou deixar uma pessoa inválida de forma permanente”, ressaltou o diretor-geral.

Outras irregularidades

Além das infrações por velocidade excessiva, outro dado que também chama a atenção do Detran-DF é a quantidade de motoristas que deixam o veículo estacionado de maneira irregular nas ruas da capital. Somadas todas as situações previstas no Código de Trânsito Brasileiro, o resultado é de 138.684 autuações registradas no ano passado e ocupa o segundo lugar.

O condutor que estaciona em locais inadequados pode impedir ou atrasar o acesso de veículos de socorro. O motorista que estaciona em calçadas ou passeios, por exemplo, pode colocar o pedestre em situação de risco ao fazê-lo circular pela rua. Além dessas situações de irregularidade, também existem alguns que, sem direito, param em vagas especiais reservadas para idosos ou pessoas com deficiência.

Em terceiro lugar no ranking das infrações mais flagradas está o desrespeito à faixa exclusiva destinada aos veículos de transporte público coletivo de passageiros. No total, foram 133.536 notificações.

Logo em seguida, aparece a falta do uso do cinto de segurança. Em 2021, foram 98.750 flagrantes de condutores ou passageiros sem utilizar o item. Segundo a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), o cinto é um equipamento fundamental para a redução dos efeitos mais graves dos acidentes, como óbitos ou sequelas.

A quinta infração mais frequente entre os motoristas brasilienses é o uso do celular ao volante. A quantidade de condutores flagrados utilizando o aparelho telefônico enquanto dirigiam pelas vias do DF foi de 92.482, considerada alta pelo órgão. O departamento destaca que esse dado pode ser muito maior que a registrada, já que nem sempre a infração é flagrada pela fiscalização de trânsito.

Avançar o sinal vermelho ou o de parada obrigatória também é uma infração recorrente e está entre as mais registradas no DF. Somente no ano passado, foram registradas 86.085 autuações. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, esse tipo de infração é gravíssima e incide sete pontos na habilitação com multa de R$293,47.

Bebida e direção: não!

O Detran-DF avalia que nem sempre o alto valor da multa impede o condutor de cometer uma infração, como é o caso dos que insistem em beber e dirigir. A autuação desses motoristas prevê multa de R$ 2.934,70, além da suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

Mesmo não estando entre as infrações mais cometidas, o órgão destaca que a quantidade de pessoas flagradas dirigindo após o consumo de bebida alcoólica é preocupante. O levantamento aponta que, em 2021, foram flagrados 27.195 condutores alcoolizados.

Menos acidentes

No ano passado, o DF registrou uma redução de 26% no quantitativo de mortes no trânsito, se comparado com o ano de 2020, quando foi declarada a pandemia.

Com informações do Detran-DF

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