Estelionato

Presos integrantes de organização criminosa responsável por falsos sequestros

PCDF fez operação para cumprir 16 mandados no total, sendo nove de busca e apreensão e sete de prisão temporária. Quadrilha simulava sequestros para extorquir vítimas

Correio Braziliense
postado em 16/03/2022 12:08 / atualizado em 16/03/2022 12:08
A PCDF investigava o caso desde 2021 -  (crédito: Ed Alves/ CB/ DA Press)
A PCDF investigava o caso desde 2021 - (crédito: Ed Alves/ CB/ DA Press)

A Polícia Civil do Distrito Federal executou a Operação FRAUS, na madrugada desta quarta-feira (16/3), com objetivo de cumprir 16 mandados no total, sendo sete de prisão temporária e nove de busca e apreensão contra uma organização criminosa responsável por golpes de falsos sequestros. Até o momento, cinco pessoas já foram presas por estelionato.

O modus operandi dos criminosos era ligar para as vítimas, em sua maioria idosos, afirmando que teriam sequestrado algum familiar e exigiam uma quantia financeira pelo suposto resgate. As ligações eram feitas durante a madrugada para causar mais temor nas vítimas e dificultar que elas entrassem em contato com a pessoa que teria sido sequestrada.

O grupo também enviava um motoboy para recolher o valor do resgate diretamente na residência de quem sofreu o golpe, o que gerava ainda mais receio nas vítimas pelo medo dos bandidos saberem seus endereços.

Os motoqueiros ajudavam no processo de fazer a transferência por aplicativo ou via Pix, exigir quantias em dinheiro, pegar jóias e objetos de valor na casa das pessoas ou até mesmo acompanhar as vítimas até uma agência bancária para que fizessem saques do dinheiro que seria entregue pelo resgate.

A polícia investiga o caso desde outubro de 2021, quando houve prestação de queixa sobre o acontecimento. No total, foram 20 ocorrências apuradas, a maioria na Asa Sul e outras na Asa Norte, Ceilândia e Taguatinga. Cinco delegados, 36 agentes e três escrivães participaram da operação. Os autores, presos no Pistão Sul, Pôr do Sol e Paranoá, irão responder por 20 extorsões, com penas de quatro a 10 anos de prisão para cada uma, e pelo crime de organização criminosa, com reclusão de três a oito anos.

Segundo a PCDF, os alvos têm conexões com integrantes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro e as investigações irão continuar para que outros membros da organização criminosa sejam identificados.

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