JUSTIÇA

José Tatico responde por sonegação de impostos e lavagem de dinheiro

José Fuscaldi Cesilio, 81 anos, mais conhecido como José Tatico, foi preso em uma operação da Polícia Civil do DF acusado de integrar um grupo criminoso especializado na falsificação e no uso de documentos forjados para adquirir a propriedade de grandes fazendas em Goiás

Darcianne Diogo
postado em 22/06/2022 06:00 / atualizado em 22/06/2022 06:35
Advogados refutam acusações contra empresário e alegam falta de provas -  (crédito: Câmara dos Deputados/Divulgação)
Advogados refutam acusações contra empresário e alegam falta de provas - (crédito: Câmara dos Deputados/Divulgação)

Investigado por integrar um suposto grupo especializado na falsificação e no uso de documentos forjados para adquirir a propriedade de fazendas em Goiás, o empresário José Fuscaldi Cesilio, 81 anos, mais conhecido como José Tatico, também responde judicialmente por crimes contra a ordem tributária (sonegação de impostos) e lavagem de dinheiro, em consequência de uma investigação da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT) finalizada em 2020. Em processos públicos, consta que o ex-deputado não pagou os tributos da rede de supermercados em 2000.

José e outras oito pessoas foram presas, nessa terça-feira (21/6), durante uma operação desencadeada pela Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf). Há suspeita de envolvimento de empresários, advogados e tabeliães de cartórios no esquema criminoso. O delegado responsável pelo caso, Wisllei Salomão, explica que a polícia começou a investigar o grupo "quando um antigo tabelião de Limeira, cidade de Minas Gerais, produziu uma procuração falsa para se apossar de terra pública no DF". A certidão falsa configurava a invasão de uma expressiva área pública da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), dada como garantia de um empréstimo. Tatico foi solto ontem mesmo, após prestar esclarecimentos.

De acordo com a apuração policial, o tabelião investigado havia sido afastado por irregularidades, em 2015. Ele teria produzido outra procuração falsa, no ano seguinte, e apresentado em um cartório do DF, para transferir uma segunda fazenda, localizada em Mimoso (GO), pertencente a um espólio e avaliada em R$ 10 milhões. Agindo desde 2014, o mesmo grupo teria emitido uma terceira procuração, com uso de documentos falsos, em Dom Bosco (MG), para conseguir a escritura de compra e venda de uma fazenda também localizada em Mimoso (GO), avaliada, desta vez, em R$ 15 milhões.

Os mandados de prisão temporária e busca e apreensão foram expedidos pelos juízes criminais de Taguatinga, Gama, Lago Sul, Águas Claras, Setor de Indústrias Gráficas, Vicente Pires e Guará. Nas cidades de Goiás, houve expedição em Goiânia, Padre Bernardo, Mimoso e Águas Lindas.

Defesa

Por meio de nota, o advogado Frederico Sardinha Ferreira Chaves, responsável pela defesa do empresário Tatico, informou que as acusações não condizem com a realidade "tendo em vista que o empresário (também idoso) e seu filho também foram vítimas da quadrilha que gerou essa operação". Em outra nota, um segundo advogado de Tatico, Cristian Klock, afirmou que o empresário foi liberado após prestar informações. 

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