Violência

Extremistas se reúnem próximo a sede da PF pedindo a libertação de Serere

Após deixarem cenas de caos e destruição pelo centro da capital federal, os extremistas bolsonaristas se reuniram no local por volta das 23h

Ronayre Nunes
postado em 12/12/2022 23:43 / atualizado em 12/12/2022 23:43
Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro enfrentam policiais militares em protesto contra a prisão de líder indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022.  -  (crédito: EVARISTO SA / AFP)
Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro enfrentam policiais militares em protesto contra a prisão de líder indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022. - (crédito: EVARISTO SA / AFP)

As cenas de terror na capital federal na noite desta segunda-feira (12/12) entraram na madrugada de terça-feira (13/12) com extremistas bolsonaristas reunidos próximos à sede da Diretoria Geral da Polícia Federal na Asa Norte. A região fica no centro de Brasília, região fechada por volta das 20h30 após um quebra-quebra que tomou conta da região.

  • Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro enfrentam policiais militares em protesto contra a prisão de líder indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022 EVARISTO SA / AFP
  • Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro enfrentam policiais militares em protesto contra a prisão de líder indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022. EVARISTO SA / AFP
  • Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro protestam contra a prisão de liderança indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022. EVARISTO SA / AFP
  • Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro protestam contra a prisão de liderança indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022. EVARISTO SA / AFP
  • Tropa de choque enfrenta apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em protesto contra a prisão de líder indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022. EVARISTO SA / AFP
  • Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro enfrentam policiais militares em protesto contra a prisão de líder indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022. EVARISTO SA / AFP

O grupo ficou sentado e ouvindo um advogado que orientava os extremistas. As pessoas que estavam no local pediam a liberação do Cacique Serere — preso que se tornou conhecido por liderar indígenas bolsonaristas em atos em espaços públicos como o Park Shopping, foi preso nesta segunda-feira (12/12) por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A prisão foi pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR), núcleo ligado ao governo federal, que entendeu que a detenção do indígena é uma forma de garantir a ordem pública.

  • Um veículo pega fogo após confrontos entre a tropa de choque e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em protesto contra a prisão de uma liderança indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022. EVARISTO SA / AFP
  • Um veículo pega fogo após confrontos entre a tropa de choque e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em protesto contra a prisão de uma liderança indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022. EVARISTO SA / AFP
  • Ônibus pega fogo após confronto entre tropa de choque e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em protesto contra a prisão de uma liderança indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022. EVARISTO SA / AFP
  • Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro protestam contra a prisão de líder indígena em confronto com a tropa de choque em Brasília em 12 de dezembro de 2022. EVARISTO SA / AFP
  • Ônibus pega fogo após confronto entre tropa de choque e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em protesto contra a prisão de uma liderança indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022. EVARISTO SA / AFP
  • Veículo pega fogo em posto de gasolina após confrontos entre a tropa de choque e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em protesto contra a prisão de uma liderança indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022. EVARISTO SA / AFP
  • Veículo pega fogo em posto de gasolina após confrontos entre a tropa de choque e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em protesto contra a prisão de uma liderança indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022. EVARISTO SA / AFP
  • Um veículo pega fogo próximo a um posto de gasolina após confrontos entre a tropa de choque e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em protesto contra a prisão de uma liderança indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022. EVARISTO SA / AFP
  • Veículo pega fogo em posto de gasolina após confrontos entre a tropa de choque e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em protesto contra a prisão de uma liderança indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022. EVARISTO SA / AFP
  • Veículo pega fogo em posto de gasolina após confrontos entre a tropa de choque e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em protesto contra a prisão de uma liderança indígena em Brasília, em 12 de dezembro de 2022. EVARISTO SA / AFP

Entenda o caos que tomou conta de Brasília na noite desta segunda

Um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou em confronto com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), na noite desta segunda-feira (12/12), ao lado da sede da Polícia Federal (PF), na Asa Norte, no centro de Brasília.

O confronto começou após a Polícia Federal prender o cacique Serere Xavante, apoiador de Bolsonaro, após pedido da Procuradoria-Geral da República e de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O cacique faz parte do grupo de indígenas que invadiu a sala de embarque do Aeroporto Internacional de Brasília no último dia 2 de dezembro.

A reportagem do Correio esteve no local e flagrou um homem arrancando uma lixeira enquanto o confronto ocorria no fim da rua. De longe, era possível observar focos de incêndio em diversas vias no centro da capital. Em meio à confusão, três carros da Polícia Militar chegaram para conter a situação.

Em um dado momento, alguns manifestantes fecharam a Via N2 (em ligação com a W3) e tentaram impedir que os veículos seguissem no sentido Esplanada dos Ministérios. No fim da rua, é possível ver pontos com fogo e pneus no meio da pista.

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