Restauração

Reforma do Teatro Nacional vai começar pela Sala Martins Pena

Fechado desde 2014, o teatro recebeu um aporte de aproximadamente R$ 54 milhões,e terá a empresa Porto Belo Engenharia como responsável pelo projeto, que será dividido em etapas

Ana Maria Pol
postado em 20/12/2022 13:45 / atualizado em 20/12/2022 13:45
O secretário de Cultura do DF, Bartolomeu Rodrigues, definiu o início da reforma do local como uma realização pessoal.
O secretário de Cultura do DF, Bartolomeu Rodrigues, definiu o início da reforma do local como uma realização pessoal. "É uma caminhada longa, mas demos um pontapé inicial", reitera. - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

Na manhã desta terça-feira (20/12), foi assinada a ordem de serviço que autoriza a reforma da Sala Martins Pena. Essa é a primeira etapa do restauro do Teatro Nacional. No evento, que contou com a participação do atual vice-governador Paco Brito, o secretário de Cultura do DF, Bartolomeu Rodrigues, definiu o início da reforma do local como uma realização pessoal. “É uma caminhada longa, mas demos um pontapé inicial”, disse.

Fechado desde 2014, o teatro recebeu um aporte de aproximadamente R$ 54 milhões e terá a empresa Porto Belo Engenharia como responsável pelo projeto, que será dividido em etapas. A previsão é que a reforma seja finalizada em 18 meses. Entre as mudanças previstas estão as instalações prediais, sobretudo elétrica e climatização, recuperação estrutural, restauração de pisos, revestimentos, esquadrias e de mobiliários, incluindo revestimento acústico, além de atualização tecnológica e de segurança das estruturas e dos mecanismos cênicos, respeitando os requisitos de acessibilidade.

A Secretaria de Cultura homologou, na última quinta-feira (15/12), o resultado final do edital de concorrência nº 2/2022, elaborado pela Novacap. Com isso, conclui-se o trâmite jurídico que visava atender todos os rigores processuais para a execução da obra. “Se formos olhar cronologicamente, começamos essa reforma há dois anos, quando nos debruçamos na documentação que existia de planejamento para reforma, e descobrimos que existia, na verdade, documentos sobrepostos”, diz Bartolomeu.

De acordo com a pasta, a falta de documentos e as inconsistências técnicas do projeto originário causaram dificuldades para entregar o projeto básico, que deveria ser aprovado pela Caixa Econômica Federal para liberação do recurso. Foram mais de 400 plantas refeitas e 2 mil pedidos de ajustes até a secretaria desistir do Fundo, por meio de distrato, e resolver reportar diretamente o recurso para o restauro. “Devido à pandemia, que aconteceu no primeiro mandato, tivemos de alterar a entrega de algumas obras, mas todas estão fluindo bem”, comentou o vice-governador Paco Britto.

Para isso, ao longo de 2022, ocorreu o processo licitatório, que tem seu desfecho agora, com a assinatura da ordem de serviço para que a empresa selecionada inicie as obras. Ainda, segundo o chefe da pasta, a obra representa muito para Brasília e, principalmente, para a humanidade. “Isso é um patrimônio histórico da humanidade, não podemos esquecer disso, e Brasília terá de novo o orgulho de dizer que o Teatro Nacional está voltando”, completa.

Fernando Leite, presidente da Novacap, define a restauração como uma “grande obra”. “Pelo valor, pela complexidade, e pela importância, essa obra não é simplesmente uma manutenção do Teatro. Quando ficou interditado, foi feita uma série de exigências, mais de 130”, diz. Um dos objetivos, de acordo com Fernando Leite, é a acessibilidade. “O teatro, pela sua concepção, é uma obra antiga, e não tinha ainda a preocupação com isso. Esse novo projeto contempla a acessibilidade, segurança, combate a incêndio e conforto, melhorias e manutenção necessária. É uma obra grande”, explica.

Participaram da cerimônia outros representantes do Executivo local, entre eles a vice-governadora eleita, Celina Leão (PP), e o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no DF, Saulo Diniz.


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