CLDF

Deputado distrital é alvo de homofobia durante depoimento de Mauro Cid à CPI

Fábio Felix acionou a Polícia Civil após sofrer ataques de homofobia em chat do YouTube, durante o depoimento do ex-ajudante de ordens do ex-presidente, tenente-coronel Mauro Cid

No chat do YouTube, o parlamentar foi chamado de
No chat do YouTube, o parlamentar foi chamado de "gazela" por um dos internautas - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Pablo Giovanni
postado em 24/08/2023 18:43 / atualizado em 24/08/2023 19:02

O deputado distrital Fábio Felix (PSol) foi vítima de homofobia durante o depoimento do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos, da Câmara Legislativa (CLDF). No chat do YouTube, o parlamentar foi chamado de “gazela” por um dos internautas.

O distrital encaminhou um ofício dos ataques sofridos à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Nas imagens anexadas pelo parlamentar, Fábio é xingado por usuários identificados como “Cristina Rocha”, “Joaquim Teixeira” e “Regismir”, com mensagens dizendo que “essa gazela bosteja muito” e “o que você quer 'tá' mole aqui”. Veja.

Ataques ocorreram enquanto distrital questionava o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro
Ataques ocorreram enquanto distrital questionava o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (foto: YouTube/Reprodução)

“Como se vê, os comentários têm nítida intenção de ofender o parlamentar em razão de sua sexualidade, o que pode caracterizar os crimes previstos na Lei nº 7.716/1989 c/c ADO 26, ou, no mínimo, o crime de injúria homofóbica, equiparado ao crime de injúria racial por decisão do Supremo Tribunal Federal”, explicou a equipe jurídica do parlamentar.

Conforme o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em junho de 2019, crimes de homofobia e transfobia se enquadram a crimes de racismo. O presidente da CPI, Chico Vigilante (PT), repudiou os ataques e que essas pessoas são criminosas. "Eu acabo de falar com o diretor-geral da PCDF, delegado Robson, que está reunido com o delegado que está auxiliando a CPI. Serão abertos inquéritos e a PCDF vai fazer uma investigação rigorosa, para pegarmos esses criminosos", disse.

O Correio procurou o YouTube, mas até o fechamento desta reportagem não obtivemos resposta.

Outros episódios

Em fevereiro do ano passado, o parlamentar também sofreu ataques homofóbicos durante uma transmissão da CLDF no YouTube. Os ataques aconteceram durante a audiência pública em defesa do passaporte vacinal nas escolas públicas.

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