Investigação

Técnica presa admite relação extraconjugal com suspeito de mortes em UTI

Segundo a PCDF, os dois mantinham relacionamento dentro e fora do hospital e estavam presentes durante as aplicações da substância nas vítimas

Os dois vão responder por três homicídios -  (crédito: Redes sociais)
Os dois vão responder por três homicídios - (crédito: Redes sociais)

No depoimento prestado à Polícia Civil do DF (PCDF) sobre as mortes de pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, uma das técnicas de enfermagem presa, confessou manter um relacionamento extraconjugal com o técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos. Também foi detida Marcela Camilly Alves da Silva, 22, da mesma área e supervisionada por Marcos.

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Ambos são casados com outras pessoas, mas mantinham uma relação amorosa dentro e fora do hospital. Segundo as investigações, Amanda trabalhava em outro setor do hospital, e Marcos, na chamada “ilha 3” junto à Marcela, que era supervisionada por ele. No entanto, afirma a polícia, enquanto Marcos injetava a substância química nas vítimas, as duas estavam presentes.

À polícia, Amanda negou envolvimento, mas confessou o caso extraconjugal mantido com Marcos. Os três serão indiciados por homicídios dolosos qualificados por meio insidioso, visto que as vítimas não sabiam estar recebendo a substância, tampouco poderiam se defender, considerando que estavam acamadas. A pena varia de 12 a 30 anos. Enquanto o técnico vai responder pelos três crimes, Marcela e Amanda responderão por coautoria em apenas dois, pois não estavam presentes em uma das ocorrências.

Mortes

A PCDF apurou que uma das aplicações da substância química usada pelo técnico de enfermagem para matar a professora Miranilde Pereira da Silva, 75 anos, ocorreu enquanto médicos tentavam reanimá-la na UTI do Hospital Anchieta, em 17 de novembro, mesmo dia em que ela faleceu.

Segundo o delegado Maurício Iacozzilli, da Coordenação de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), Miranilde sofreu uma parada cardiorrespiratória, e a equipe médica foi acionada para dar início aos protocolos de reanimação. Durante as manobras, Marcos teria ido até o ponto da seringa e injetado uma nova dose da substância química, sem que a equipe percebesse.

A ação foi flagrada por câmeras de segurança. As filmagens são mantidas em sigilo pela polícia. Ainda de acordo com o delegado, com a falta da substância química, Marcos injetou mais de 10 doses de desinfetante na veia da professora.

Além da professora, as outras vítimas mortas pelos técnicos são Marcos Moreira, 33, servidor dos Correios; e João Clemente, 63, servidor da Caesb.

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postado em 20/01/2026 18:58 / atualizado em 20/01/2026 18:59
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