
As investigações sobre o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, entraram em uma nova fase com buscas intensificadas no rio Mearim, o curso d'água que banha o estado do Maranhão. As buscas entraram na terceira semana sem nenhuma pista concreta sobre o paradeiro das crianças, que sumiram depois de saírem para brincar no povoado São Sebastião dos Pretos, no município de Bacabal.
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As equipes das forças de segurança seguem na operação, com o apoio da Marinha e do Exército. Em entrevista ao Correio, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), explicou os detalhes da nova fase da força-tarefa. “Nós fizemos o perímetro na mata por duas vezes. Os cães encontraram os últimos vestígios, que os levaram ao rio. Por isso, a equipe da Marinha reforça esse trabalho nas águas.”
A Marinha usa um sonar, equipamento que emite ondas sonoras para localizar objetos ou vestígios em águas turvas. O rio Meairim tem 930km e banha os municípios de Formosa da Serra Negra, Grajaú, Barra do Corda, Esperantinópolis, Pedreiras, Trizidela do Vale, São Luís Gonzaga, Bacabal, Vitória do Mearim, Arari, entre outras, e desemboca na baía de São Marcos, na altura da Ilha do Caranguejo.
Nesta semana, uma força-tarefa composta por policiais, membros do governo e assistência social farão o trabalho de readaptação de Wanderson Kauã, 8, o primo dos irmãos. Ele foi encontrado em 7 de janeiro e permanece internado. A previsão de alta é para os próximos dias. Segundo o prefeito, as equipes estão em busca de uma nova casa para melhor acolhimento dele. “Nós orientamos a comunidade para o recebimento do Kauã, para que essa proteção seja feita e evitar perguntas ou situações que o abalem ainda mais”, afirmou.
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