
O piloto de Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, que agrediu um jovem (desde ontem, 23/1, internado em coma "por estado gravísssimo", segundo a irmã dele), aguarda, preso, a audiência de custódia que definirá nova situação. A vítima, um rapaz de 16 anos, está internada na unidade de Águas Claras do Hospital Brasília, após espancamento, que ocasionou traumatismo craniano e parada cardiorrespiratória. Morador de Águas Claras, o autor foi preso, durante treino em academia da cidade. Inicialmente, foi autuado por lesão corporal gravíssima, situação passível de pena entre dois e oito anos. "Foi um conjunto de fatores, de infelicidades, que acabou acarretando esse quadro gravíssimo", pontou, em entrevista ao Correio, pela manhã, o delegado-chefe da 38ª DP (Vicente Pires), Pablo Aguiar.
A vítima, moradora do Parkway, se encontrava na saída de uma festa, quando foi atacada, ao esperar um motorista de aplicativo. Ali, conheceu Pedro Arthur, que buscava grupo de amigos, depois da festa. "Os dois conversaram amenidades e, na saída, o autor jogou um chiclete em um amigo dele, que estava próximo à vítima. Em depoimento, disse ser uma mania que têm: um acaba de mascar chiclete, e joga na direção do outro. Próxima do rapaz, a vítima, retrucou, falou algo como: 'Ah, se fosse comigo, eu não ia deixar barato'", ressalta Aguiar.
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Foi o suficiente para que o autor saísse do carro, empurrando a vítima e começaram as sequenciadas lesões. "Um soco é desferido, e atinge a vítima, de modo forte. O rapaz acaba por bater a cabeça no carro do lado", descreveu o delegado. Na evolução do caso, sangue proveniente do rompimento de artéria teve que ser drenado do crânio do rapaz. Antes de prestar auxílio, um grupo de jovens, que pode responder por omissão de socorro, deu preferência a filmar o caso.
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