
Cezar de Lima Brito, 45 anos, morador de Planaltina, no Distrito Federal, abriu uma vaquinha para continuar com o sonho de finalizar o curso de Medicina na Bolívia. Natural do Maranhão, mas morador do DF há anos, ele acumula uma dívida de 27 mil bolivianos (cerca de R$ 20 mil) com a universidade onde estuda. Caso não consiga quitar o valor, não poderá renovar a matrícula neste ano.
Cezar cursa Medicina desde março de 2025 na Universidade Aquino, na cidade de Santa Cruz de la Sierra. Segundo ele, no meio do ano passado conseguiu negociar com a instituição e obteve 60% de desconto no valor restante do curso.
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“Para economizar, eu vou a pé para a universidade, não pego micro. Tenho aula de anatomia, embriologia e suporte básico. Para muitas pessoas, fazer medicina representa status, mas essa não é a realidade de muitos brasileiros que estudam aqui”, contou.
O estudante mora em uma casa com seis quartos ocupados por 11 pessoas. Apenas um banheiro é compartilhado entre todos. Ele afirma que é o único que não divide o quarto, mas enfrenta dificuldades diárias com a estrutura do local. “É bastante complicado, mas estamos correndo atrás do nosso sonho”, disse.
Para se manter na Bolívia, Cezar trabalha durante as férias fazendo bicos na construção civil. No Brasil, ele é professor de História, Geografia e Filosofia. Até março do ano passado, antes de se mudar para Santa Cruz, dava aulas no Gama (DF) e em Valparaíso de Goiás, com carga horária de 20 horas em cada instituição.
De origem humilde, ele conta que já enfrentou situações extremas. “Já passei fome quando morava no Maranhão. Mas decidi continuar meus estudos porque acredito no poder de transformação da educação”, afirma. Cezar é um dos oito irmãos e diz que, entre eles, os que avançaram mais na escolaridade concluíram apenas o ensino médio.
Faltando cinco anos para concluir a graduação, ele teme ter de interromper o curso por falta de recursos. “Acredito que tenho uma missão de vida. Lutei muito para conquistar essa vaga. Agora estou vivendo um dos momentos mais difíceis da minha vida.”
Sem apoio financeiro da família, que segundo ele não tem condições de ajudá-lo, Cezar decidiu tornar pública a situação e pedir apoio. “Se alguém puder ajudar ou compartilhar minha história, já estará fazendo parte desse sonho”, afirma.
Informações
Interessados em contribuir podem entrar em contato pelo WhatsApp: +55 62 99424-2229.
Chave Pix: 62 99424-2229.
E-mail: cezar.2011ri@gmail.com

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