A deputada distrital Dayse Amarilio defendeu, no CB.Poder — parceria entre o Correio e a TV Brasília — desta segunda-feira (2/2), a criação de uma CPI na Câmara Legislativa do DF (CLDF) para investigar a situação do BRB. De acordo com a entrevistada, é papel da CLDF fiscalizar a viabilidade orçamentária e os impactos do BRB no serviço público de Brasília, principalmente no momento atual de instabilidade econômica e política.
“As pessoas querem saber se tiram o dinheiro do banco ou não tiram, já que o BRB é uma empresa pública do DF, que gera empregos e fomenta várias áreas. E a gente pode ter uma repercussão financeira gravíssima”, disse às jornalistas Ana Maria Campos e Sibele Negromonte. Dayse afirma que incertezas quanto à situação do BRB, como a possibilidade de fechamento do banco e necessidade de aporte público, já justificam a instauração do inquérito.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
Leia também: "A palavra final foi do BC", diz presidente da CLDF sobre compra do Master
Atualmente, o pedido de CPI já está protocolado e conta com a assinatura de sete parlamentares, afirma Dayse. Porém, seriam necessárias ao menos oito assinaturas para a aprovação do pedido e 13 assinaturas para definir a CPI como prioridade da Câmara Legislativa.
Saúde em crise
A entrevistada, que atua como presidente da Comissão de Saúde da CLDF, apontou uma situação de crise na saúde do Distrito Federal, que não é priorizada na entrega do orçamento público. “Hoje, possuímos 300 leitos hospitalares bloqueados por falta de servidores, mesmo com a estrutura necessária”, comentou.
Leia também: Celina Leão posta nota em solidariedade a adolescente internado na UTI
Dayse Amarilo afirma que a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) possui um déficit de quase 25 mil servidores, sendo, dentre eles, 6 mil técnicos de enfermagem e 2 mil enfermeiros, muitos já aprovados em concursos públicos esperando a convocação. “Tem um caso de um colega enfermeiro, do Hospital Regional de Taguatinga, que estava atendendo 90 pacientes em uma tarde, e isso não é uma situação ocasional”, conta.
Movido pela escassez de profissionais, a deputada aponta que os servidores da SES são induzidos a trabalharem horas extras, que são pagas com atrasos frequentes. O pagamento do Trabalho em Período Definido do mês de dezembro de 2025, por exemplo, ainda não foi entregue aos servidores, junto com o adicional de trabalho noturno que está atrasado desde novembro.
Saiba Mais
