A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, destacou os esforços da Corte a promover a equidade em um ambiente historicamente marcado pela masculinidade na abertura de um dos painéis do CB Debate O Brasil pelas mulheres: proteção a todo tempo, promovido pelo Correio Braziliense.
Segundo a primeira mulher a presidir a Corte, o tribunal tem implementado políticas eficientes de diversidade, incluindo a criação de um observatório pró-equidade e a realização de audiências públicas para discutir a presença feminina nos espaços de decisão. Para a ministra, as desigualdades são estruturais e precisam ser enfrentadas tanto na esfera pública quanto na privada, uma vez que “o patriarcado é estruturante e, lamentavelmente, a sociedade e as próprias mulheres são influenciadas por ideias preconceituosas”.
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Ao comentar a gravidade dos índices de feminicídio, Maria Elizabeth classificou a violência de gênero como uma barbárie persistente no terceiro milênio. Ela enfatizou que matar uma mulher apenas por sua condição de gênero é uma prática “primitiva, inconcebível e inadmissível” em uma sociedade civilizada. A ministra também celebrou avanços recentes nas Forças Armadas, como a promoção da primeira oficial general do Exército e a permissão para o alistamento feminino facultativo, ressaltando que o dever com a pátria é uma obrigação de todos.
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“Quando a mulher era impedida de ingressar no serviço militar, isso significava uma exclusão e estigmatização com relação à sua participação na construção da cidadania”, pontuou, reforçando que a ocupação desses postos é um passo crucial para o empoderamento e para a quebra de paradigmas arcaicos.
Construção de caminhos
Próximo do Dia Internacional das Mulheres, comemorado em 8 de março, o Correio promove, nesta quinta-feira (26/2), o CB.Debate "O Brasil pelas mulheres: proteção a todo tempo”. O evento está sendo transmitido ao vivo pelo canal do YouTube e, ao final de cada painel, o público on-line e presencial poderá fazer perguntas aos painelistas.
A iniciativa ganha relevância diante de um Brasil que, apenas no último ano, registrou 1.470 feminicídios. O encontro é aberto à participação do público, que poderá enviar perguntas presencialmente ou por meio do YouTube do Correio, contribuindo para a construção de caminhos efetivos de acolhimento e proteção às vítimas de violência no DF.
