
Um policial civil aposentado foi alvo de uma operação desencadeada pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR), subordinada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), por suspeita de acessar dados e informações restritas de órgãos públicos do DF.
Na manhã desta segunda-feira (16/3), a Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado. As apurações começaram após uma denúncia anônima indicar que uma "empresa privada de investigação" estaria realizando o monitoramento de autoridades públicas, empresários e outros cidadãos do DF. A suspeita era de que os dados eram obtidos irregularmente por sistemas restritos da administração pública.
A polícia chegou ao principal suspeito: um policial civil aposentado que trabalhava em um cargo comissionado da Caesb. Segundo as investigações, ele tinha acesso a bases de dados institucionais, inclusive aos sistemas da PCDF via Acordo de Cooperação Técnica. A partir da facilidade, o servidor teria acessado informações cadastrais de empresários, policiais, jornalistas, servidores púbicos de gabinetes de parlamentares dos legislativo distrital e federal e do Executivo local, assim como familiares de políticos.
As consultas, afirma a PCDF, teriam sido utilizadas para fins particulares ainda não identificados em benefício de empresa privada vinculada ao próprio investigado, hipótese que está sendo apurada no inquérito policial.
Os mandados de busca e apreensão têm como objetivo colher novos elementos de prova, identificar a extensão dos acessos realizados, e o objetivo da utilização desses dados, assim como verificar a eventual participação de outros envolvidos nos crimes de violação de sigilo funcional qualificado e de invasão de dispositivo informático qualificado.
O que diz a Caesb
Veja abaixo a nota na íntegra da Caesb:
A Caesb informa que tomou conhecimento da operação policial contra o empregado e está à disposição das autoridades para auxiliar em todos os esclarecimentos necessários. O empregado já foi demitido.
A Companhia reafirma que trata com seriedade a proteção de dados e o uso adequado de informações institucionais.
Não existe indicativo de que tenha havido acesso a dados da Companhia. Até o momento, se identificou que os acessos eram para fins particulares do empregado. No entanto, a Caesb já instaurou procedimentos internos de investigação e sempre colaborará com qualquer apuração dos órgãos competentes.
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