Crime

Grupo volta a atacar, tortura e extorque homem após encontro por aplicativo

A Polícia Civil do DF prendeu três pessoas nesta manhã (23/3). O trio integra o chamado grupo "Bonde dos Galãs"

This picture taken on March 27, 2019 shows the Grindr app on a phone in Los Angeles. A Chinese firm has been ordered by American national security officials to sell popular gay dating app Grindr, The Wall Street Journal reported on March 27. / AFP / Chris DELMAS -  (crédito: CHRIS DELMAS)
This picture taken on March 27, 2019 shows the Grindr app on a phone in Los Angeles. A Chinese firm has been ordered by American national security officials to sell popular gay dating app Grindr, The Wall Street Journal reported on March 27. / AFP / Chris DELMAS - (crédito: CHRIS DELMAS)

A 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) prendeu, na manhã desta quarta-feira (25/3), três suspeitos de integrar o grupo conhecido como “Bonde dos Galãs”, investigado por roubos e extorsões contra vítimas atraídas por aplicativos de relacionamento.

Segundo a corporação, o trio foi detido após cometer mais um crime com o mesmo padrão já identificado em outras ocorrências. Os presos são uma mulher identificada como Joelma Raphaela Araújo da Rocha, o pai e o irmão dela. Os suspeitos teriam usado o aplicativo Grindr para marcar um encontro e, no local, agrediram a vítima e a ameaçaram com uma arma de fogo, apreendida na ação.

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De acordo com a polícia, a vítima foi espancada e obrigada a permanecer em silêncio enquanto os criminosos roubavam celulares e dinheiro. Ela foi socorrida e levada ao hospital, onde deve passar por cirurgia devido à gravidade das lesões.

A investigação aponta reincidência no grupo. Um dos presos já havia sido detido preventivamente durante a Operação Cilada, deflagrada em junho de 2025, que apurou crimes semelhantes. Após ser solto, ele voltou a atuar, segundo a polícia.

Na ocasião, a operação mirou um esquema de emboscadas contra usuários de aplicativos de relacionamento, principalmente da comunidade LGBTQIAPN+. O grupo criava perfis falsos para atrair vítimas a locais isolados, sobretudo em áreas de Samambaia, onde ocorriam os ataques.

Ainda conforme as investigações, as vítimas eram abordadas por dois ou três suspeitos armados, levadas para pontos afastados e submetidas a ameaças, agressões físicas e coerção para transferências bancárias. Em alguns casos, permaneciam sob domínio dos criminosos por horas.

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postado em 25/03/2026 14:32
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