ECONOMIA

BRB prepara balanço e avança na criação de fundo imobiliário

Presidente do Banco de Brasília, Nelson de Souza afirmou que avança na criação de um fundo imobiliário para capitalizar a instituição financeira dentro do prazo estipulado pelo Banco Central, em 31 de março

A cinco dias da Assembleia Geral Extraordinária que definirá os rumos do Banco de Brasília (BRB), o presidente da instituição, Nelson de Souza, demonstra otimismo na estratégia para salvar o caixa da estatal. Na noite desta quinta-feira (12/3), ele afirmou ao Correio que o banco avança na criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com ativos do GDF, peça-chave para injetar R$ 6,6 bilhões no patrimônio e garantir a entrega do balanço financeiro de 2025 dentro do prazo estipulado pelo Banco Central, em 31 de março.

A instituição vem se preparando para a criação do FII com os nove imóveis do Distrito Federal, entregues pelo GDF como garantia no projeto de lei de socorro ao banco, aprovado na semana passada pela Câmara Legislativa. Na última quarta-feira, Nelson de Souza confirmou o interesse de cinco grandes investidores no fundo, que deve injetar R$ 6,6 bilhões no caixa do banco, abrindo a possibilidade de pedidos de empréstimos junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições financeiras.

Diferentemente de uma venda direta, os imóveis serão integralizados ao FII. "Nesse modelo, o fundo passa a deter os ativos, e os investidores passam a deter cotas do fundo. A gestão e as decisões sobre os ativos não são tomadas individualmente pelos cotistas, mas pelo gestor e administrador do fundo, conforme regras estabelecidas no regulamento e sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)", detalhou Nelson. 

A partir da monetização desses ativos, os recursos obtidos permitirão ao Governo do Distrito Federal realizar aportes de capital no BRB, segundo Souza. "Com isso, o patrimônio do GDF não se reduz: ele é realocado de ativos imobiliários para participação acionária no banco", acrescentou.

O presidente sustenta que a capitalização fortalecerá o balanço e, consequentemente, aumentará o valor das ações do BRB. "Isso pode se traduzir em maior geração de dividendos ao GDF no futuro, além de ampliar a capacidade do banco de investir e apoiar o desenvolvimento do Distrito Federal", informou. 

Capitalização

A lei aprovada pela CLDF cria instrumentos para fortalecer a estrutura patrimonial e a liquidez do BRB. A nova legislação autoriza o Governo do Distrito Federal (GDF), na condição de acionista controlador do banco estatal, a adotar medidas destinadas à recomposição, reforço ou ampliação do patrimônio líquido e do capital social da instituição financeira. Isso pode acontecer mediante realização de aportes patrimoniais e outras formas juridicamente admitidas de reforço patrimonial, inclusive com bens móveis ou imóveis. 

Foi autorizada, ainda, alienação prévia de bens públicos, móveis ou imóveis, com posterior destinação do produto da venda ao reforço patrimonial do BRB. A proposta sancionada também autoriza operações de crédito com o Fundo Garantidor de Crédito ou instituições financeiras, até o limite de R$ 6,  bilhões.


"Estou tranquilo com as investigações", diz Ibaneis

O governador Ibaneis Rocha (MDB) disse estar tranquilo quanto ao desfecho das investigações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília. Em conversa com o Correio, na noite desta quinta-feira, ele reiterou que Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, tinha autonomia para conduzir as decisões da instituição. Ibaneis acredita que os fatos serão esclarecidos ao longo das apurações. O governador acrescentou, ainda, que existe uma campanha para atingir a família dele e o escritório de advocacia que leva seu nome.

Circulam notícias de que o senhor teria assinado um contrato de cessão de direitos advocatícios para um fundo ligado ao Reag, e que esse mesmo fundo teria feito uma procuração em nome do escritório que leva o seu nome. O senhor pode comentar?

Colocaram meu nome por erro. A assinatura não é minha. Houve um erro material. 

O senhor gostaria de acrescentar algo mais?

Estão expondo maldosamente minha família e meu escritório.

Quem o senhor acha que está por trás disso, e por qual motivo?

Não conseguem me atingir, querem atingir minha família. Mas vou processar todo mundo. Só tem mentiras.

O senhor considera que tem a ver com o faro de o senhor ser um nome forte na disputa pelo Senado?

Acho que a imprensa está elevando a coisa para o terceiro andar.

O que o senhor quer dizer?

Trazendo para dentro da vida particular e da família.

Informações sobre as investigações envolvendo o Master têm sido vazadas. E os negócios entre o BRB e o Master, também são investigados. O senhor está tranquilo quanto ao seu papel nesse processo de tentativa de aquisição e com o que vem por aí com o fim do inquérito?

Muito.

Depois desse escândalo envolvendo o Master, e que acabou arrastando o BRB, o que o senhor teria feito diferente?

Nada. Confio nos meus assessores e o Paulo (Paulo Henrique Costa) tinha toda autonomia. Se mostrou um grande executivo que elevou o BRB a outra condição. Vocês têm que lembrar o banco que recebemos, com todos os diretores presos. (AB)

 

 

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Ibaneis diz estar tranquilo e confiante

O governador Ibaneis Rocha (MDB) disse estar tranquilo quanto ao desfecho das investigações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília. Em conversa com o Correio, na noite de ontem, ele reiterou que Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, tinha autonomia para conduzir as decisões da instituição. Ibaneis acredita que os fatos serão esclarecidos ao longo das apurações. O governador acrescentou, ainda, que existe uma campanha para atingir a família dele e o escritório de advocacia que leva seu nome.

Circulam notícias de que o senhor teria assinado um contrato de cessão de direitos advocatícios para um fundo ligado ao Reag, e que esse mesmo fundo teria feito uma procuração em nome do escritório que leva o seu nome. O senhor pode comentar?

Colocaram meu nome por erro. A assinatura não é minha. Houve um erro material. 

O senhor gostaria de acrescentar algo mais?

Estão expondo maldosamente minha família e meu escritório.

Quem o senhor acha que está por trás disso, e por qual motivo?

Não conseguem me atingir, querem atingir minha família. Mas vou processar todo mundo. Só tem mentiras.

O senhor considera que tem a ver com o faro de o senhor ser um nome forte na disputa pelo Senado?

Acho que a imprensa está elevando a coisa para o terceiro andar.

O que o senhor quer dizer?

Trazendo para dentro da vida particular e da família.

Informações sobre as investigações envolvendo o Master têm sido vazadas. E os negócios entre o BRB e o Master, também são investigados. O senhor está tranquilo quanto ao seu papel nesse processo de tentativa de aquisição e com o que vem por aí com o fim do inquérito?

Muito.

Depois desse escândalo envolvendo o Master, e que acabou arrastando o BRB, o que o senhor teria feito diferente?

Nada. Confio nos meus assessores e o Paulo (Paulo Henrique Costa) tinha toda autonomia. Se mostrou um grande executivo que elevou o BRB a outra condição. Vocês têm que lembrar o banco que recebemos, com todos os diretores presos. (AB)