
A Moody’s rebaixou a classificação de crédito do Banco de Brasília (BRB) e colocou a instituição em nível de risco, conforme comunicado divulgado nesta quarta-feira (1º/4). A avaliação indica deterioração relevante nas condições financeiras do banco e levanta dúvidas sobre a capacidade da instituição financeira de honrar compromissos sem reforço de capital.
Os ratings passaram de BBB-.br para CCC+.br, assim como o rating de depósito de curto prazo para ML C.br de ML A-3.br
Segundo a agência, "a qualidade de crédito do BRB é muito fraca em relação a outras entidades nacionais e provavelmente está perto de default, sem a concretização de um aporte de capital". No mercado financeiro, o termo "default" é utilizado para definir situações em que uma instituição não consegue cumprir as obrigações, entrando em risco de calote.
O rebaixamento reflete, principalmente, a provável necessidade de uma injeção de recursos no banco. O BRB convocou uma assembleia para o próximo dia 22, quando deve discutir a ampliação de capital. A situação foi agravada, de acordo com a Moody’s, pela ausência de um plano consistente de recomposição financeira envolvendo o Banco Master.
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Outro fator que pesou na decisão foi o descumprimento do prazo legal para a divulgação das demonstrações financeiras de 2025, encerrado na última terça-feira (31/3). Em comunicado ao mercado, o banco informou que a publicação foi adiada devido à necessidade de concluir uma auditoria forense relacionada à operação “Compliance Zero”, além da avaliação de seus possíveis impactos pela administração e pelo auditor independente.
Para a Moody’s, a falta dessas informações amplia as incertezas sobre a real situação financeira da instituição e sua capacidade de geração de negócios. O relatório também chama atenção para a estrutura de controle do banco, que é ligado ao governo do Distrito Federal.

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