SERVIÇO PÚBLICO

Esther Dweck abre o jogo sobre concursos e responsabilidade fiscal

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirma que governo recompõe perdas históricas no serviço público e nega inchaço da máquina

Segundo Dweck, o governo herdou um cenário de esvaziamento do funcionalismo, provocado principalmente por aposentadorias.  -  (crédito:  Joédson Alves/Agência Brasil)
Segundo Dweck, o governo herdou um cenário de esvaziamento do funcionalismo, provocado principalmente por aposentadorias. - (crédito: Joédson Alves/Agência Brasil)

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou, nesta quinta-feira (2/4), que é “um total equívoco” a interpretação de que o governo federal esteja promovendo um aumento descontrolado de cargos públicos. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministra, ela sustentou que a atual política tem como objetivo recompor perdas acumuladas desde 2016 e recuperar a capacidade do Estado de executar políticas públicas.

“É um total equívoco. (...) A gente está só correndo atrás de um prejuízo”, declarou a ministra ao comentar a percepção de expansão da máquina pública após a aprovação da reestruturação de carreiras do Executivo.

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Segundo Dweck, o governo herdou um cenário de esvaziamento do funcionalismo, provocado principalmente por aposentadorias. Ela destacou que, desde 2016, após a saída da então presidente Dilma Rousseff, houve uma redução líquida expressiva no número de servidores.

“A realidade era muito triste, faltava gente em várias áreas”, afirmou. A ministra citou exemplos como meio ambiente, mineração, cultura e setores administrativos. De acordo com ela, apenas em 2019, ano da reforma da Previdência, cerca de 70 mil servidores deixaram o serviço público.

Apesar das contratações recentes, o saldo ainda é modesto. Entre janeiro de 2023 e março de 2026, entraram 19 mil servidores, enquanto 16 mil saíram, o que representa um ganho líquido de apenas 3 mil profissionais. “Entraram líquidos só 3.000, e já tinham saído aqueles 70 mil”, ressaltou.

Dweck enfatizou que a recomposição ocorre dentro dos limites fiscais e com foco em áreas estratégicas, como segurança pública e educação. “Tudo é feito com total responsabilidade fiscal”, disse.

A ministra também explicou que o tratamento dado às instituições federais de ensino é distinto, já que essas possuem mecanismos próprios de reposição de quadros, política fortalecida nos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda assim, ela reconheceu que o setor também sofreu perdas nos últimos anos, especialmente pela ausência de autorização para expansão de cargos desde 2016.

Com a sanção da Lei 15.367/2026, o governo promoveu o que classifica como a maior reestruturação de carreiras do Executivo em um único mandato. A medida transforma 67 mil cargos considerados obsoletos em 36 mil posições mais alinhadas às demandas atuais, além de ampliar carreiras transversais e permitir maior flexibilidade na alocação de servidores.

Na área da educação, foram criados 24 mil postos para viabilizar a expansão da rede federal, que inclui mais de 100 novos institutos e universidades. “A gente está aumentando os quadros justamente para permitir essa expansão do ensino federal”, afirmou a ministra, destacando a prioridade para a formação técnica e tecnológica.

Durante a entrevista, Dweck também abordou outras iniciativas da pasta, como a parceria com o Google para aprimorar o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o repasse de recursos para acelerar a emissão da Carteira de Identidade Nacional e os avanços do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que tem ampliado a diversidade no serviço público.

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postado em 02/04/2026 10:47 / atualizado em 02/04/2026 10:48
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