JÚRI POPULAR

Executor da chacina: Horácio Carlos é condenado a mais 300 anos

Considerado um dos principais executores, réu foi sentenciado a mais de 300 anos por participação direta nos assassinatos e ocultação de corpos

Horácio teve participação ativa em diversas etapas do crime, desde a rendição das primeiras vítimas até a execução e ocultação dos corpos, atuando de forma coordenada com os demais envolvidos ao longo de semanas -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Horácio teve participação ativa em diversas etapas do crime, desde a rendição das primeiras vítimas até a execução e ocultação dos corpos, atuando de forma coordenada com os demais envolvidos ao longo de semanas - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Horácio Carlos foi condenado a mais de 300 anos de prisão por participação direta na maior chacina do Distrito Federal. A sentença foi lida na noite deste sábado (18/4), no Fórum de Planaltina, após cinco dias de julgamento.

Apontado como um dos principais executores do plano criminoso, Horácio responderá, em regime inicial fechado, por homicídio qualificado — por emprego de meio cruel, uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, intenção de assegurar a impunidade de outro crime e por envolver vítima menor de 14 anos —, além de homicídios triplamente e duplamente qualificados.

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A condenação também inclui ocultação e destruição de cadáver, corrupção de menores, sequestro e cárcere privado, extorsão mediante sequestro, constrangimento ilegal com uso de arma de fogo, associação criminosa, roubo e fraude processual.

Horácio teve participação ativa em diversas etapas do crime, desde a rendição das primeiras vítimas até a execução e ocultação dos corpos, atuando de forma coordenada com os demais envolvidos ao longo de semanas.

O caso 

A maior chacina da história do DF ocorreu entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, resultando na morte de 10 pessoas de uma mesma família. O crime foi motivado pela disputa por uma chácara em Itapoã, avaliada em cerca de R$ 2 milhões. As investigações apontaram que os crimes foram planejados e executados, de forma coordenada, ao longo de três semanas. 

O grupo atraiu as vítimas em etapas, mantendo algumas em cativeiro em uma residência em Planaltina, onde foram extorquidas antes de serem executadas. Para ocultar os crimes, os criminosos utilizaram os celulares das vítimas para simular que elas estariam em viagem, enviando mensagens a parentes e amigos.

As 10 vítimas foram mortas em circunstâncias de extrema violência, incluindo asfixia e carbonização dentro de veículos em rodovias de Goiás e do DF. Os corpos foram encontrados em locais distintos: quatro deles carbonizados em uma via perto de Cristalina (GO), dois em uma manilha de esgoto em Planaltina e os demais em uma área rural de Unaí (MG).

Além de Horácio, são acusados pela chacina Gideon Batista de Menezes, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva.


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postado em 18/04/2026 23:02 / atualizado em 18/04/2026 23:30
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