Lagarta venenosa

Lagartas venenosas causaram 61 acidentes nos últimos 4 anos no DF

Números registrados criam alerta na capital. Antídoto é produzido com as cerdas do próprio animal, processado apenas no Brasil

A espécie comumente é encontrada em vegetações, especialmente em árvores -  (crédito: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF)
A espécie comumente é encontrada em vegetações, especialmente em árvores - (crédito: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF)

Recolhidas 97 lagartas do gênero Lonomia somente em 2026, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal registrou 61 acidentes causados pela espécie venenosa na capital nos últimos 4 anos — contando a partir de 2023. Considerada perigosa para a saúde dos seres humanos, o contato com essas lagartas pode causar desde hemorragias até a morte, caso não seja tratado de imediato.

Após um morador do Lago Sul identificar animais peçonhentos em área verde próxima de sua casa, o DF se encontra em alerta com o aparecimento de dezenas de lagartas do gênero Lonomia. Com a mobilização das equipes da SES-DF, as larvas de mariposa venenosa foram coletadas e encaminhadas para o Instituto Butantan, em São Paulo. Atualmente, o instituto é o único no mundo que ptoduz os soros antilonômicos, destinado ao tratamento de acidentes com essa espécie.

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A pasta informou que, no último ano, 97 unidades já foram recolhidas, o que reforça maior monitoramento dos populares para identificar os pequenos invertebrados da espécie Lonomia. Segundo o biólogo Israel Moreira, a matéria-prima do antídoto é a própria lagarta. "É preciso recolher o maior número desse animal. Ao mesmo tempo em que ela é o problema, é a solução”, explicou o biólogo da Dival.

Antídoto

Utilizado para reverter o quadro causado pelo veneno da lagarta, o antídoto é específico para tratar envenenamentos causados por essa espécie, e o Brasil é o único país responsável por sua fabricação.

O processo de produção do antiveneno envolve o corte e a maceração das cerdas do animal. Diferentemente de outros peçonhentos, como serpentes e escorpiões, que podem ser mantidos em ambientes controlados para extração de toxinas, as lagartas precisam ser constantemente repostas.

“Precisamos do apoio da população para realizar a coleta desses animais. Essa é a única forma de produzir o soro. Por isso, cada lagarta recolhida é tão importante”, reforçou o biólogo.

Serviço

Para a identificação e recolhimento de animais peçonhentos, a recomendação é entrar em contato com os Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental em Saúde. Em caso de acidente, a vítima deve ser encaminhada imediatamente a uma unidade de saúde. Também deve ser acionado o Centro de Informação e Assistência Toxicológica. Sempre que possível, o registro fotográfico do animal pode ajudar no tratamento.

Os soros antivenenos são distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com fornecimento organizado pelo Ministério da Saúde, conforme a ocorrência de casos em todo o país.

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postado em 29/04/2026 17:30
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