O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, justificou o adiamento de sua participação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) citando a necessidade de cautela diante de investigações em andamento dentro da instituição.
Em ofício encaminhado ao presidente do colegiado, deputado distrital Thiago Manzoni (PL), o dirigente afirmou que o banco passa por “relevantes trabalhos de auditoria interna e auditoria forense”, o que, segundo ele, recomenda evitar manifestações públicas neste momento.
Na carta, o presidente do BRB agradece o convite para participar da audiência pública e destaca a importância da transparência em processos dessa natureza. Ainda assim, pondera que o estágio atual das apurações exige prudência institucional. “Neste momento, o Banco de Brasília conduz relevantes trabalhos de auditoria interna e auditoria forense, o que recomenda extrema cautela nas manifestações públicas e institucionais sobre o tema”, informou no documento.
O dirigente também sinalizou que a ausência não significa recusa em prestar esclarecimentos ao Legislativo. De acordo com ele, a intenção é comparecer à comissão assim que os trabalhos forem concluídos. “Tão logo sejam finalizados, o BRB se colocará à disposição dessa Comissão para contribuir com os esclarecimentos que se fizerem necessários”, escreveu.
Convocação
Em reunião extraordinária na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na manhã desta terça-feira (7/4), a convocação do presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e do secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, foi aprovada por unanimidade. A nova data da audiência pública para prestação de esclarecimentos sobre a situação do banco, no entanto, ainda não foi decidida.
