Brasília 66 anos

A capital está no centro do debate

Evento promovido pelo Correio Braziliense acontece nesta terça, no auditório do jornal. Maria Paula e Ivelise Longhi estão entre as palestrantes que vão discutir questões políticas, econômicas e sociais da cidade

Completando 66 anos, Brasília e o Correio Braziliense compartilham a data especial: o dia 21 de abril. Fazendo aniversário junto com a capital, o jornal está promovendo o evento Brasília 66 Anos: uma cidade em constante transformação, que ocorre nesta terça-feira (14/4), às 9h, no auditório do jornal, localizado no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). A comemoração, que promoverá debates com pessoas envolvidas com as mudanças políticas, econômicas e sociais da cidade, como a artista e embaixadora da paz Maria Paula e a arquiteta Ivelise Longhi.

Natural do Rio Grande do Sul, Ivelise Longhi está em Brasília desde 1964, onde formou-se e especializou-se na área de arquitetura e urbanismo, pela Universidade de Brasília (UnB).  Graduada, ela logo fez concurso para trabalhar no governo, onde seguiu até a sua aposentadoria. Ao Correio, Longhi assume que Brasília é uma das suas grandes paixões. "As cidades sempre me atraiam. A forma como as pessoas entendem e utilizam os espaços,  se relacionam… Como as cidades constroem e se adaptam", revela.

No debate, ela integra o grupo que vai falar sobre as transformações enfrentadas pela capital. Ao se deparar com o tema, a primeira coisa que lhe vem à mente é a pluralidade do Distrito Federal. "Brasília não é só Plano Piloto,  mas o DF com todas as suas diferenças, diversidades e desigualdades", argumenta. Para Longhi, adotar uma visão de metrópole integrada, inclusiva e diversa, é essencial.

Minervino Júnior/CB/D.A.Press - Ivelise Longhi: "Brasília não é só Plano Piloto"

Com vasta experiência política, a ex-secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF reforça a importância do debate promovido pelo Correio, descrevendo a comunicação como um forte "instrumento de conhecimento e participação".

Na perspectiva da arquiteta, só é possível propor novas iniciativas a partir do conhecimento das demandas dos moradores. "Por outro lado, a população só consegue participar e colaborar com planos, projetos e obras se conhecer seus impactos", declara a arquiteta.

Aos olhos de Maria Paula, o Correio Braziliense é o jornal que "traduz a alma da cidade". Nascida e criada em Brasília, a atriz tece elogios e promove reflexões sobre a capital. "Fui profundamente impactada pela cidade — não apenas pela sua arquitetura, mas pelo pensamento que a originou", contou.

Maria Paula/Divulgação - Para Maria Paula, Brasília expõe contrastes intensos

Nas palavras da artista, Brasília expõe contrastes muitos intensos. Segundo Maria Paula, a capital é o lugar onde se convivem as grandes ideais e, simultaneamente, manifestações de desigualdade, desrespeito e corrupção. "E talvez tenha sido exatamente nesse contraste que nasceu o meu caminho artístico", reflete.

Maria Paula explica que, para ela, o humor surgiu como uma forma de elaborar as tensões da capital brasileira — local onde ela aprendeu que é possível olhar para a complexidade humana com profundidade. "E ainda assim escolher o riso como linguagem de transformação", adiciona.

Brasília 66 anos

O evento será aberto ao público, à partir das 9h, no SIG, quadra 02, lote 340. Garanta sua participação pela plataforma Sympla, acessando este link. Trazendo como pauta as mudanças dos últimos 60 anos de capital, o debate é promovido pelo Correio Braziliense, em colaboração com o Serviço Social da Indústria (Sesi), com a Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

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