Chacina do DF

Mentor da chacina mandou matar adolescente que viu esquartejamento, diz delegado

O relato foi dado pelo delegado Ricardo Viana em depoimento no Tribunal do Júri, nesta terça-feira (14/4). Segundo o investigador, Carlomam dos Santos convidou o adolescente para participar das simulações de assaltos às vítimas

Gideon Batista, apontando como o mentor da chacina que deixou 10 pessoas da mesma família mortas, decretou o assassinato de um adolescente de 17 anos suspeito de participar do plano. O menor, em depoimento prestado à época, contou ter pulado o muro do cativeiro ao presenciar o esquartejamento de Marcos Antônio, uma das vítimas. 

O relato foi dado pelo delegado Ricardo Viana em depoimento no Tribunal do Júri, nesta terça-feira (14/4). Segundo o investigador, Carlomam dos Santos convidou o adolescente para participar das simulações de assaltos às vítimas. A estratégia foi arquitetada para atrair as famílias. Para isso, o menor ganhou R$ 5 mil.

Marcos Antônio foi o primeiro a ser executado com um tiro na cabeça. Depois, teve o corpo esquartejado e enterrado no quintal do cativeiro, no Vale do Sol, em Planaltina. Assustado com a cena, o menor pulou o muro e fugiu.

“Gideon decreta a morte do adolescente como forma de não atrapalhar o plano. Carlomam intervém, pega o celular e R$ 2 mil do menor e devolve”, afirmou o delegado. 

Além de Marcos, foram assassinadas  a esposa dele, Renata Juliene Belchior; a filha de Marcos e Renata, Gabriela Belchior de Oliveira; o filho deles, Thiago Gabriel Belchior de Oliveira; a esposa de Thiago, Elizamar da Silva; os filhos de Thiago e Elizamar, Rafael, Rafaela e Gabriel; a ex-companheira de Marcos Cláudia da Rocha Marques; e a filha de Marcos e Cláudia, Ana Beatriz Marques de Oliveira.

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