Homem que executava esquemas fraudulentos por telefone foi preso nesta terça-feira (15/4), em operação policial. O autor do crime residia em Itapema, Santa Catarina, e fingia ser um representante de diferentes bancos do Brasil para oferecer empréstimos às vítimas, entre elas, uma moradora de Taguatinga.
O golpista estava sendo investigado pela Polícia Civil do DF, junto à Polícia Civil de SC, desde dezembro de 2025, quando a mulher denunciou ter recebido uma proposta de empréstimo consignado, via ligação telefônica. À época, ela se interessou pela oferta e contratou o serviço, entretanto, o pesadelo começou assim que recebeu o valor em conta. A quantia depositada pelo bancário, em nome da instituição, havia sido menor do que ela solicitou no momento da compra.
Ao telefonar para o homem, foi informada de que havia ocorrido um erro, por isso, ela precisaria realizar a devolução integral do dinheiro transferido, para receber o valor correto. Entretanto, após a devolução da quantia, o estelionatário já não respondia aos contatos feitos pela vítima, deixando-a no prejuízo.
O criminoso foi preso por meio da operação realizada pela 17ª Delegacia de Polícia. Segundo o delegado Thiago Boeing, o autor do crime é um correspondente bancário, e tinha todo uma experiência técnica acumulada da área de empréstimos consignados. O estelionatário tinha acesso aos dados das vítimas, devido aos trabalhos que ele já havia realizado na área.
"Ele abriu uma financeira no nome dele e passou a fazer contratos em valores errados. A vítima pedia um determinado valor, ele colocava no papel um quantia menor e dizia que ela teria que devolver o valor à empresa, que estava no nome dele", descreveu Boeing. Esse era o modus operandi do autor, que ficava com o dinheiro e parava de dar retorno aos seus alvos.
Ainda no DF, os policiais identificaram uma outra vítima do mesmo esquema, que chegou à perder R$ 30 mil em uma proposta ofertada pelo mesmo autor.
No momento, o investigado está preso de maneira preventiva, enquanto os policiais civis operam um mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, com o intuito de identificar todas as vítimas das fraudes.
Segundo informações da PCDF, o autor irá responder pelos crimes de estelionato, devido às fraudes eletrônicas.
